Pintura

As facetas de Biel Carpenter

Biel Carpenter é mais um paulista que admiro como artista. Mora em Curitiba e é formado em gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Pesquisar sobre a formação de artistas que gosto é muito interessante, descubro formações superiores nada usuais e vejo como quem tem talento para uma arte, dificilmente se limita, hoje até tatuador ele é… Biel é extremamente sensível, suas telas têm um ar de tristeza absolutamente lindo e frequentemente retratam mulheres. Na minha leitura, o resultado é quase sempre um momento de introspecção. Biel conta que a arte é presente na sua vida desde criança. Ele gostava do processo de criar, depois de prontas, queimava suas obras…que desperdício!

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Antes de se encontrar e se formar em gravura, Biel largou duas faculdades de design gráfico e chegou a trabalhar em uma corretora de seguros, hoje trabalha exclusivamente para suas diversas manifestações de arte. No final dos anos 90, fazia muito pôster para bandas lado B, sempre acreditou que a música só se faz completa com uma arte visual associada, como o que Andy Warhol experimentou com Velvet Underground. Se Biel fosse Andy, Velvet Underground seria Marcelo Camelo.

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Pôster turnê “Toque Dela”

Pôster turnê "Banda do Mar", banda de Marcelo Camelo

Pôster turnê “Banda do Mar”, banda de Marcelo Camelo

A gravura é uma técnica do século XV extremamente artesanal. Biel utilizou nas imagens abaixo a técnica ponta-seca de gravura, as diferenças de tons são obtidas no controle da pressão da ponta na placa de metal. É um processo fascinante que me encanto muito fácil porque me identifico, é um trabalho relativamente próximo ao da ourivesaria que uso pra produzir algumas das minhas peças de jóias.

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Carpenter ilustrou o livro “Uma princesa nada boba” do autor Luiz Antônio em 2011 e ano passado lançou o “Felicidade Inóspita” que reune 20 obras dele entre gravuras, bordados, aquarelas e tem textos de Marcelo Camelo, que depois das capas que Biel assinou, tornou-se um amigo.  A música não fica só em capas e pôsteres, ele ainda é o responsável pelo contrabaixo, acordeom e xilofone na banda Eletroveracruz. Não é impressionante que pessoas com arte na alma nunca ficam limitadas a uma só manifestação?

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Livro Felicidade Inóspita

Uma princesa nada boba

Uma princesa nada boba

Banda Eletroveracruz

Banda Eletroveracruz

Tem mais? Tem! Recentemente Biel Carpenter começou a tatuar alguns de seus desenhos, com uma pegada meio “old school” e sempre em preto. E olhando seu perfil no Instagram, é fácil de constatar que a fotografia é mais um de seus talentos naturais.

Suas tatuagens no papel e na pele.

Suas tatuagens no papel e na pele.

O nascimento de duas de suas muitas telas.

O nascimento de duas de suas muitas telas.

As imagens falam por si só sobre artista orgânico e cheio de verdade. Ele já participou de muitas exposições coletivas, até em NY. Gosto de arte assim, arte que faz a gente sentir coisas! Tem mais dele no site e no Instagram que marquei ali em cima.

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6 Comentários

  • Responder Marcelle 2 de agosto de 2015 at 20:20

    Amei o texto! Amo muito o trabalho do Biel Carpenter, e a forma como escreveu fez um resumo excelente do artista brilhante que ele é!

    • Responder Mônica Benini 4 de agosto de 2015 at 16:04

      Ah, Marcelle! Que legal! O trabalho dele é demais mesmo! Bjinhos!

  • Responder Priscila 2 de agosto de 2015 at 21:40

    Oi Monica! Muito bom o post!
    Só uma obs, a foto que aparece com a legenda “Mariana Zarpellon transformada em arte.” na verdade não é a mari zarp, hehe.
    Beijos

    • Responder Mônica Benini 4 de agosto de 2015 at 15:57

      Corrigido! 😉
      Obrigada!

      Bjinhos!

  • Responder Mariana Nepomuceno 3 de agosto de 2015 at 21:21

    Olha só, já o “conhecia” indiretamente por “aparecer” com o Camelo.
    Agora sim soube quem é ele, o que faz e ver mais sobre o trabalho.
    Bacana Mô.

    • Responder Mônica Benini 4 de agosto de 2015 at 16:04

      Que legal, Mari! Demais descobrir sobre os artistas que a gente vê por ai, né? Eu AMO!

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