Categorias de navegação

Escultura

Escultura

A arte cinética e sua magia

A arte nem sempre é estática como as pinturas e esculturas, arte pode ter movimento. E é sobre movimento que se trata a arte cinética, é na cinética que a arte não mais tem a representação do movimento e sim é o próprio movimento físico em si ou ilusão de ótica ou truques de posicionamento de peças. A arte cinética (ou cinetismo) tem sua origem na França nos anos 50. A primeira exposição do tema que se tem informação foi em 1955, pela galera Denise René e reuniu trabalhos de Calder, Duchamp, Agam, Pol Bury, Tinguely e Yves Klein. Os artistas dessa corrente são, em sua maioria, adeptos da arte abstrata.

Principais características da arte cinética:

  • Estímulo do sentido visual por meio de efeitos visuais (movimentos, ilusão de ótica, etc.)
  • Profundidade e tridimensionalidade
  • Uso de cores, luz e sombra
  • Uso de formas simples e repetidas
  • Oposição a arte figurativa

Melhor exemplificar com a obra de alguns artistas, né?

Abraham Palatnik: precursor da arte cinética no Brasil, o potiguar é reconhecido internacionalmente por suas obras com precisão matemática impressionante. Ele expôs no MAM aqui  em São Paulo no ano retrasado e o vídeo da exposição diz mais que qualquer apanhado de obra que eu fizer pra colocar aqui:

Jean-Pierre Yvaral: o francês começou fazendo publicidade como seu pai, mas acabou por tornar-se uma grande referência na arte cinética e na associação da arte com matemática e programação. Yvaral desenvolveu fórmulas e codificações de elementos visuais, buscando uma lógica de resultados para suas criações.

495a20f34c9f153c7727593e147502f8

AC01

62dc39ada0f6c5cb6f4e1ee06405a748

Jesus Soto: o venezuelano dedicou-se à arte comercial a à direção de uma escola de artes no seu país de origem até 1950, quando aos 27 anos se mudou pra Paris e passou a dedicar-se à arte cinética, tornando-se também referência dentro do cinetismo. Soto expôs em muitos países ao redor do mundo e se tornou conhecido por suas obras cinéticas que permitiam a interação com o apreciador.

08-Soto-Chronochrome-Perrotin

AC02

penetrable_photo_1

Um dos nomes que não se pode deixar de falar quando se fala de arte cinética, é o Alexander Calder, mas sou tão apaixonada por ele e os móbiles dele que vou só deixar citado e volto outro dia pra fazer um post só pro Calder. <3

Escultura

A onda de vidro de Baptiste Debombourg

“The mind is everything. The material is the servant of spiritual.”

(R.Martin Gard)

A instalação “Aérial” do artista francês Baptiste Debombourg é uma obra-prima!  O escultor é conhecido pelos seus trabalhos com materiais comuns ao dia-a-dia de todo mundo. Nessa instalação apresentada no Abbey’s Column Hall, o vidro é o protagonista e simula uma onda que invade as janelas levando consigo a luz do ambiente exterior para o interior. Baptiste descreve a experiência de suas instalações como espiritual. A desconstrução é marca registrada dele. 

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-4

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-5

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-8

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-10

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-12

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-2

Aerial-by-Baptiste-Debombourg-yatzer-1

Incrível, né? <3

Escultura, Pintura

A não-arte de Lygia Clark

Lygia Clark foi uma mulher que contribuiu enormemente pra arte no Brasil e eu sou simplesmente apaixonada pelo trabalho dela! Nascida em Belo Horizonte em 1920, começou a estudar arte somente em 1947 – já com 3 filhos e aos 27 anos – no Instituto Burle Marx (já falei sobre Burle Marx aqui) no Rio de Janeiro e foi ele próprio que ministrou as primeiras aulas de pintura que Lygia teria. Aos 30 foi para Paris, onde estudou com grandes artistas e se dedicou ao estudo de escadas e aos desenhos de seus filhos e onde também realizou seus primeiros óleos e fez sua primeira exposição, em 1952. Um ano depois, em 1953, ela voltou para o Rio de Janeiro.

LG01

tumblr_lwvg5nGYiQ1r70t2xo1_1280Lygia, ao voltar para o Brasil, integrou o Grupo Frente que foi um grupo artístico brasileiro formado pelo artista Ivan Serpa. Ela era umas das mulheres mais influentes do grupo que aceitava artistas de todos os gêneros sob uma condição: a de questionar a arte, ir contra o formato da velha a academia de arte e estar disposto a quebrar barreiras e caminhar com os próprios pés. O grupo durou menos de 3 anos de forma natural, já que a maioria dos integrantes obtiveram tanto sucesso que naturalmente seguiram suas próprias carreiras individuais. Lygia rejeitou o título de artista enquanto viva, preferia ser vista como “propositora”.

"Quebra da Moldura"

“Quebra da Moldura”

Lygia foi muito conhecida e reconhecida pela relação próxima de suas artes (ou proposições, como ela preferia chamar) e terapias psicológicas. No período em que lecionava na universidade de artes plásticas de St Charles em Paris, fazia sessões de relaxamento e exercícios de sensibilização. Em uma de suas aulas de arteterapia, uma aluna desmaiou e Clark defendeu que a razão era uma falta de preparo psicológico por parte da aluna. Lygia acreditava no poder da cura através de pedras, terra e outros elementos da natureza. Caetano Veloso foi  muito próximo de Lygia Clark e diz que ela inspirou muito suas composições na época, conversou muito sobre seus interesses na arte plástica e fez longas sessões de terapia com ela na década de 70. A música “if you hold a stone” foi feita para ela.

A proposição abaixo, Baba Antropofágica, de 1973, foi realizada em Paris pela primeira vez, mas reproduzida muitas vezes até hoje. Uma pessoa deita de barriga pra cima e as outras têm carreteis de linha em suas bocas, vão tirando lentamente o fio e envolvendo a pessoa deitada, Clark encontrava poesia nas vísceras, nos fluidos corporais, inclusive na baba.

baba antropofagica

Em 1961, ela ganhou o prêmio de melhor escultura na Bienal de São Paulo com uma das obras de sua série “bichos” que era composta de esculturas metálicas com formas geométricas que se articulavam por dobradiças e dependiam da participação do espectador. Essa série é considerada a obra prima de Clark, e pra ser entendida precisava de interação e de contato, assim como os bichos. Com um misto de construtivismo, geometria e organicidade, a série foi seu maior paralelo entre o orgânico e a arte. Lygia fazia arte pra que houvesse interação, pra que fosse tocada, pra que fizesse sentir.

Obras da série "Bichos", década de 60

Obras da série “Bichos”, década de 60

LC bichos

A ideia de Lygia é que essas esculturas tivessem proporções monumentais e foi somente 50 anos depois da sua ideia, em 2013, que a Alison Jacques Gallery ajudou a realizar essa obra e a expôs na Art Basel.

LG 002

Em 66, Lygia começou o projeto “Objetos Sensoriais” onde ela trabalhava com objetos banais do cotidiano pra explorar a relação entre o corpo e a arte. As obras/proposições do projeto propunham experiências solitárias que buscavam autoconhecimento. Na proposição abaixo, cada máscara tinha cores e materiais diferentes, no lugar do olhos, os buracos eram costurados com vários ingredientes naturais, como sementes e ervas aromáticas. Perto das orelhas, alguns objetos eram integrados para aumentar a sensorialidade das máscaras.

lk 001

fonte: Panorama Crítico

fonte: Panorama Crítico

Lygia Clark contribuiu de uma forma imensurável pra arte no Brasil e no mundo, atingiu prestígio internacional e é sempre lembrada nas salas de aula, em conversas de profissionais do mundo da arte e até hoje suas proposições e experiências são reproduzidas. Sua fase sensorial foi alvo de muito fascínio e desperta curiosidade de muitos amantes da arte contemporânea de todas as idades. Sua importância foi reconhecida até pelo Google que no ano passado, no dia em que Lygia faria 95 anos, o doodle da página inicial era uma homenagem a ela e à série “bichos”.

doodle

Morreu aos 67 anos, em 1988, vítima de um ataque cardíaco em casa. Não sei traduzir em palavras minha admiração por ela que se recusou a ser só uma, que transitou por diversas manifestações artísticas e que deixou um legado enorme e lindo pro Brasil e pro mundo. Autora de livros, pintora, escultora e, acima de tudo, uma pensadora, uma questionadora…

Admiração eterna. <3

Escultura

As esculturas em papel de Asya Kozina

Asya Kozina é uma artista contemporânea de 32 anos nascida na Rússia e que faz sucesso por uma arte muito peculiar: esculturas em papel. Sim, as fantasias e acessórios dela são verdadeiras obras primas. Ela tem um trabalho muito forte do meio da moda e hoje baseada em Berlim, está sempre se renovando com novos projetos e novas campanhas.

Perucas Barrocas

AK01

AK04

AK02

AK05AK03

Máscaras

AK06

Noiva

Essa obra demorou dois dias pra ficar pronta.

Essa obra demorou dois dias pra ficar pronta.

Borboletas

Essas artes foram feitas pra a campanha de primavera de uma marca de lingerie.

AK08

AK09

Jardim Infantil 

AK10

Shaman

AK10

AK11

Trajes da Mongólia

AK08

AK09

Cavalos de xadrez

Essas artes foram pra outra campanha da mesma marca de lingerie das borboletas.

 

AK12

AK14

AK13

E eu achando que fazer barquinho de papel já era suficientemente difícil, né?

Escultura

Os pássaros de Diana Beltran Herrera

Diana Beltran Herrera é uma colombiana de 28 anos. Começou seus estudando design industrial em Bogotá e depois foi para a Finlândia estudar escultura em cerâmica. Seu fascínio na escultura está em criar obras de arte super realistas que fujam muito pouco da realidade e é com papel que seu trabalho mais impressionante é feito. Diana, que hoje trabalha em Bristol, no Reino Unido, usa seu tempo livre pra criar seu bando de pássaros impressionantemente reais. O trabalho é detalhista e super meticuloso, o resultado é de encher os olhos!

DBH03

DBH06DBH01DBH02DBH05DBH04DBH07

Deve ser terapêutico ver, de pedacinho de papel em pedacinho de papel, os pássaros nascerem e tomarem forma. É ou não é a coisa mais linda?

Escultura

O hiper-realismo surreal de Patricia Piccinini

Essa semana fui ao CCBB visitar a mostra ComCiência da australiana Patricia Piccinini. Eu fui achando que gostaria da exposição, mas não imaginava que sairia de lá completamente apaixonada pelo trabalho dessa artista incrível! É o realismo mais surreal que eu já vi na vida. A técnica realista dá uma forma assustadoramente convincente a seres desconhecidos, alguns chegam a causar certo desconforto, uma espécie de aflição. Fiz algumas fotos pra dividir com vocês.

Processed with VSCOcam with a7 preset

As criaturas que tomaram forma a partir do imaginário de Piccinin são consideradas filhas da criadora. Ela diz poder explicar com exatidão a origem de cada uma das criaturas. Ela sempre se interessou por genética e tecnologia, especialmente depois de acompanhar a luta de sua mãe contra um câncer. O hiper-realismo e o surrealismo se misturam de uma forma muito consistente. Na obra abaixo, por exemplo, a criatura não identificada interage com uma criança que tem as feições iguais às de sua filha.

Processed with VSCOcam with a7 preset

Obra intitulada Th Welcome Guest (o visitante bem-vindo)

Obra intitulada Th Welcome Guest (o visitante bem-vindo)

Ela e o Ron Mueck, amplamente conhecido por suas obras gigantes e super realistas, usam a mesma técnica de criação, mas com interesses e estilos bem diferentes. Eu recomendo que todo mundo tente ir dar uma olhadinha em ComCiência, a mostra que ela trouxe pro Brasil causa um misto de sensações que só indo pra saber do que eu estou falando. A repulsa se mistura com o fascínio… As criaturas quase dão medo, mas estão quase sempre em situações tão fraternas que é possível até achar fofo. É uma experiência!

Processed with VSCOcam with f2 preset

Processed with VSCOcam with f2 preset

Suas obras são, além de arte pura, críticas sociais. A mutação genética nas pessoas e nos alimentos que consumimos, o avanço da tecnologia. Através do seu trabalho, ela questiona até onde podemos nos meter na natureza das coisas, até onde sabemos o que estamos fazendo e será que estamos preparados para mudanças que não prevíamos?

Processed with VSCOcam with a8 preset

  • Onde? Centro Cultural Banco do Brasil, R. Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo
  • Quando? De 12/10/2015 a 04/01/2016
  • Que horas? Das 9h às 21h
  • Quanto? De graça.

Não deixem de ir, é encantador! Apesar de estranheza, sente-se AMOR em toda a sua obra.

Escultura

Richard Serra e suas obras em aço.

Richard Serra é um gigante escultor norte-americano, recentemente tem trabalhado principalmente com aço, mas já utilizou chumbo, borracha e até lâmpadas pra produzir suas obras imponentes e minimalistas ao mesmo tempo. Hoje aos 75 anos conta que aos 4 já usava a arte para chamar atenção, costumava apresentar seus desenhos aos pais para ouvir suas análises, era sua maneira de se destacar do irmão que, segundo ele, era mais alto e mais bonito. Foi nessa mesma idade que ele cobriu a sala de aula com suas obras e sua mãe foi instruída pela professora a incentivar o lado artístico de Serra.

Richard Serra

Richard Serra

serra01

Obra em 56 placas de aço na Nova Zelândia.


Ele, que não desgruda de seus cadernos de desenho, defende que desenhar é um ato de auto-conhecimento. É considerado um dos maiores artistas do século por suas esculturas, mas é através de seus desenhos que funcionam como anotações cotidianas, que Richard Serra se inspira para produzir sua arte abstrata. A escultura de 235 toneladas abaixo foi produzida na Alemanha em 2006, depois foi para NY, depois Los Angeles, atualmente está em Stanford na Califórnia, ficará até 2016 quando seguirá pra São Francisco.

serra02

Obra “Sequence” em Stanford até 2016

"The Matter of Time" ficou 11 anos no Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha.

“The Matter of Time” ficou 11 anos no Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha.

Ainda na atividade, aos 75 anos, ano passado ele lançou a primeira exposição no Brasil no Instituto Moreira Salles intitulada “Richard Serra: desenhos na casa da Gávea” no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele pediu que algumas paredes falsas fossem removidas do instituto que, obviamente, não hesitou em atender ao pedido. Apenas um parênteses aqui, o IMS no Rio tem os jardins assinados pelo Burle Marx que falamos aqui na semana passada. Aqui ele apresentou uma série de desenhos, entre eles as páginas do caderno “Drawings after Circuit” que mostra suas percepções depois de dar uma volta de 360 graus na sala de sua obra Circuit.

Série "drawing after circuit"

Série “drawings after circuit”

Obra "Circuit"

Obra “Circuit”

Ano passado, a líder muçulmana Al Mayassa Hamad bin al-Thani, responsável pelos museus de arte Islâmica e Moderna do Qatar, encomendou uma obra de Richard Serra. Hoje, o deserto tem uma nova cara, a obra East-West/West-East é uma das queridinhas do escultor pela sua localização nada usual. São 4 torres de aço de 15 metros de altura, o valor dessa encomenda nunca foi revelado…

Obra East-West/West-East no deserto, Qatar

Obra East-West/West-East no deserto, Qatar

Espero ser como Serra e continuar produzindo arte até os meus 75 anos ou mais!

Escultura, Pintura

Henrique Oliveira e sua instalações fascinantes!

Henrique Oliveira é um paulista de 42 anos formado em artes plásticas pela USP e mestre em Poéticas Visuais pela mesma instituição. Já participou de 79 exposições em diversas cidades do mundo, sendo 22 delas exclusivas das artes dele, a última exposição dele no Brasil foi a instalação Transarquitetônica ano passado no MAC (Museu de Arte Contemporânea) de São Paulo que durou até janeiro deste ano. As suas obras transitam entre pinturas, esculturas e grandes (grandes mesmo) e complexas instalações. O trabalho de Henrique Oliveira desperta uma curiosidade universal pela grandiosidade de suas obras que parecem ter vida própria, a madeira meticulosamente trabalhada toma formas que nos intimidam, nos deixam pequenos e que parecem capazes de, em qualquer momento, continuarem o curso de suas voltas… É quase um incômodo o que se sente, um incômodo interessantíssimo, fascinante e que dá vontade de sentir de novo e de novo. A textura de suas obras é um atrativo à parte.

head2

Transarquitetônica no MAC USP em 2014, labirinto arquitetônico feito com madeira, tijolo, taipas, PVC, madeira compensada, galhos de árvores e outros materiais.

As instalações em madeira são as mais impressionantes e o que o artista mais aprecia ver depois de pronto, mas é a pintura que mais tem prazer em fazer e é onde sua relação com a arte começou… Suas pinturas são abstratas na maioria das vezes e feitas sobre tela com tinta acrílica.

pintura06

pintura04

Pintura acrílica em madeira compensada.

Pintura acrílica em madeira compensada.

Além de tapumes velhos, que apesar de serem de madeira origem natural, viram arte nas mãos dele somente depois de terem sido descartados pela sociedade, também tomam novas formas artísticas elementos como móveis abandonados e colchões usados.

Em New Orleans, US: Obra feita com colchões e travesseiros coletados após o furacão Katrina.

Em New Orleans, US: Obra feita com colchões e travesseiros coletados após o furacão Katrina.

Obra "Condensação" de 2012 feita exclusiva com colchões.

Obra “Condensação” de 2012 feita exclusiva com colchões.

336

2014, móvel e madeira compensada

As obras em madeira compensada são ecologicamente corretas, a impressão que se dá é que grandes pedaços de madeira maciça são utilizadas, mas Oliveira prepara a estrutura com outros elementos geralmente reciclados como canos de PVC descartados e depois reveste com pedaços de madeira que, geralmente, foram tapumes usados na construção civil, a origem da sua matéria prima é urbana, ainda que natural. A instalação abaixo foi feita com tapumes e ficou exposta em 2011 no Museu Nacional de Arte Africana da Instituição Smithsonian, em Washington DC.

HenriqueOliveira4Henrique-Oliveira-2011HenriqueOliveira3

 

Casa-dos-Leoes-2009-POrto-alegre

Obra feita em 2009 no centro de Porto Alegre, com estrutura de PVC e cobertura de tapumes de madeira. A obra fez parte da sétima bienal do Mercosul.

Muito orgulho de ter um talento tão incrível assim no Brasil… Países como Bélgica, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, México e França já tiveram a honra de ter seu trabalho exposto. Vida longa a esse artista e suas obras fascinantes!