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M. B.

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Um momento de pausa

Foto: Gustavo Zylbersztajn para Monica Benini

 

Quando nos colocamos como aprendizes da nossa própria vida, vamos compondo nossa bagagem com coisas que nos fazem crescer e evoluir. De tempos em tempos, vamos aumentando essa bagagem, acumulando experiências, sonhos, conhecimentos, vontades, inspirações….

A vida anda, as coisas mudam, as nossas certezas também. Hoje me vejo numa situação que me deixa muito feliz. Como já mencionei no about aqui do blog, a vontade de me tornar uma designer de joias existe desde muito nova, desde quando combinar miçangas num fio era o máximo que eu sabia fazer.

Confesso que se contasse para aquela Monica sonhadora – e ainda pertencente a uma era mais analógica – que um dia ela teria um canal direto de comunicação com milhares de pessoas, talvez ela jamais acreditaria. E aqui estou eu, escrevendo para vocês com todo o meu coração para comunicar que um mar de coisas lindas está por vir.

Pulsa em mim a vontade de movimentar o que está inerte, de melhorar o que eu venho fazendo, de fazer mais. Há pouco mais de três anos, decidi intensificar uma pesquisa – pessoal e intelectual – em busca desse sonho antigo. Empolgada, coloquei meu coração e me lancei num universo encantador que parece não ter fim, que me surpreende a cada passo que arrisco, que me surpreende toda vez que fecho os olhos e abro meu coração.

Foram muitas noites em claro e muitas experiências, horas de estudo, viagens, bate papos, entre outras coisas que não caberiam aqui, mas que enriqueceram minha alma. Me preparei profundamente e, diante disso, me sinto pronta para jogar para o mundo, de forma ainda mais completa, as verdades que existem aqui dentro, mesmo tendo plena consciência de que nessa vida eu sou uma eterna aprendiz e que sempre há muito o que evoluir.

Provavelmente você deve estar se perguntando sobre a razão desse texto. Este é o ponto! Resolvi escrevê-lo para comunicar que em breve todas essas coisas novas, para as quais estive me preparando, estarão prontas para serem apresentadas para vocês.

Sendo assim, escolhi dar uma pequena pausa em meu blog para que possamos, eu e minha equipe, organizar o tão sonhado lançamento. Por um pequeno período, o blog não será atualizado, mas continuaremos postando na página do Facebook e, principalmente, no Instagram! Não deixem de acompanhar as novidades e os bastidores até o lançamento.

Eu não tenho nem palavras para expressar a gratidão que eu sinto por ter vocês me acompanhando aqui. Obrigada a cada coração que me lê, obrigada pelas palavras tão doces que vocês me deram até hoje, prometo voltar ainda melhor. Por mim, por vocês, para gente! E espero que esse nosso encontro continue acontecendo, vocês me deixam ainda mais feliz.

Para comemorar este momento tão especial nessa longa caminhada, preparamos um presentinho para vocês, em parceria com o DJ Júlio Torres: uma playlist para inspirar e dar “um gostinho”; do que está vindo por aí. Espero que gostem e dancem comigo! Até breve! <3

M. B.

Sobre lutas, flores e respeito

Deve haver uma boa intenção atrás dos “parabéns” que recebemos hoje… Não sei se parabéns é bem o que nos cabe no dia 8 de março. A data não é sobre receber flores e chocolates e, dessa forma, reforçar mais ainda o esteriótipo de que nós, mulheres, só precisamos ser mimadas. Não. Porque enquanto existe esse esteriótipo, uma mulher a cada 7 minutos no Brasil está sendo agredida, isso não é ser mimada, nós não somos sequer respeitadas, quem dirá mimadas! Esse post não é sobre exceções que, graças a Deus, existem, é sobre a maioria, sobre a realidade majoritária da nossa sociedade.

O dia da mulher é “celebrado” por causa de mulheres que no final do século XIX já lutavam na Europa e Estados Unidos pela redução da jornada de trabalho (em média 15 horas) e por aumento dos salários vergonhosos que foram introduzidos no período após a revolução industrial. Essa luta começou há muito tempo e a gente continua com muitos motivos pra lutar. O primeiro dia da mulher que se tem registro, foi em 1908 nos Estados Unidos, quando aproximadamente 1500 mulheres foram às ruas pedir igualdade econômica e política. Em 1910, na Dinamarca, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, o pedido de estabelecer-se uma data internacional para marcar as lutas femininas foi acatado por mais de 100 representantes de 17 países diferentes.

A coisa ficou tomou proporções maiores em 1917, na Rússia, quando aproximadamente 90 mil operárias protagonizaram uma manifestação contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação da Rússia na Guerra Mundial. Essa manifestação foi chamada de “Pão e Paz”.

Em 1945 foi quando a ONU assinou o primeiro acordo que estabelecia direitos iguais pra homens e mulheres no mundo inteiro. Percebem como nossa luta é enorme e é recente? 1945 foi há apenas 71 anos. Hoje a igualdade existe pelo menos no papel, há 71 anos, nem isso. O movimento feminista ganhou corpo na década de 60 e em 1977 a ONU reconheceu o dia 8 de março como o dia internacional da mulher.

Isso explica por que a gente prefere outras coisas antes de flor e chocolate, né? São muitas coisas que precisamos e merecemos, mas podemos começar com respeito? Por mais que estejamos vivendo em um mundo teoricamente moderno, as estatísticas não mentem e escancaram na nossa cara o quanto a mulher ainda é desvalorizada e diminuída na sociedade. A gente ganha menos, a gente tem medo, a gente sofre violência sexual, somos agredidas por parceiros por causa da nossa roupa, do nosso batom, do nosso trabalho. Nós queremos ser donas de nós mesmas, esse seria um ótimo começo.

A gente aceita as flores, a gente aceita os chocolates, claro que a gente gosta disso tudo, mas precisa ser acompanhado do que mais amamos: respeito. A data é válida para que mulheres encorajem umas às outras, é válida pra enxergar quem são os homens de nossas vidas que enxergam nossa luta, respeitam e nos dão o espaço devido. Esse post é pra lembrar o que está por trás dessa data pra que a gente não esqueça do quão maior esse dia é, não é justo resumir 8 de março a textos debochados de facebook. Esse dia é grande e sempre vai ser. Obrigada a todas as mulheres incríveis que já conquistaram tanto pela gente, a todas as mulheres que lutam até hoje e também a todos os homens que já entenderam e respeitam nosso lugar.

Inspiração, M. B.

Amor.

O dia de hoje é muito especial e sensível pra mim… Voltei a reler esse poema e decidi compartilhar aqui com vocês. Que a gente demonstre nosso amor pelas pessoas que nos cercam, enquanto elas estão ao nosso lado. Afinal, “o amor é a maior herança”. Namastê!

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“Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar essa pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram um eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.”

Clarice Lispector.

Uma semana linda e cheia de bons ventos pra gente! 😉

M. B., Moda

ENJOEI: o bazar de amigas ampliou os horizontes

Quando fiz 30 anos, parece que uma chavinha mudou na minha cabeça e senti uma séria de mudanças internas que impactaram muito a forma com que eu me enxergo. Passei por alguns processos de mudança e um deles foi fazer uma limpa no armário. Depois que eu decidi o que eu ia querer manter, doei boa parte do que restou e algumas peças eu separei pra ver se amigas queriam… Peças que deram um trabalhinho extra pra eu desapegar.

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Como já falei em outros posts e a maioria das pessoas que me segue aqui já sabe, eu sempre estou buscando formas de praticar um consumo mais consciente, de ir contra o consumismo desenfreado. O Enjoei tem essa filosofia também e é por isso que quando essa oportunidade de parceria surgiu, eu nem hesitei! Gosto muito do trabalho deles, existe um capricho e um cuidado muito grande com o que vendem na plataforma e isso dá uma segurança pra quem compra e ajuda a quebrar alguns paradigmas. Quem disse que é feio comprar roupa usada? Quem disse que não tem glamour em usar peças de segunda mão? Chique mesmo é gastar o dinheiro de forma consciente e reaproveitar peças, evitando assim que elas sejam parte de uma das milhares e gigantescas pilhas de lixo que estamos produzindo por causa da nossa obsessão em estar sempre comprando algo novo.

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O Enjoei apareceu pra profissionalizar uma coisa que sempre fiz: bazar entre amigas. Agora não existe mais o limite da amizade e qualquer pessoa pode comprar e vender suas roupas que, por algum motivo, não são mais bem-vindas no armário. Espero que vocês gostem do que eu separei por lá… É só clicar aqui pra conferir tudo que está na minha lojinha.

Beijos, 🙂

Fotografia, M. B., Viagem

A luz da Califórnia e o cocar australiano

Hoje vou dividir com vocês umas fotos que tenho muito carinho! Estávamos de férias na Califórnia, eu e meu namorado, hoje marido! A gente já tinha a ideia de fazer umas fotos pra aproveitar a luz de lá que é uma das mais lindas do mundo na nossa opinião.

Já há algum tempo eu procurava um cocar, cheguei a procurar na internet, mas não quis arriscar comprar algo tão cheio de detalhes sem ver de perto. Um dia na nossa viagem, eu estava caminhando pela Abbot Kinney em Los Angeles e acabei encontrando um lindo cocar, de índios australianos, numa loja super descolada de lá! Era a oportunidade perfeita pra fazer nossa sessão de fotos, o cocar é tão lindo que parece uma jóia.

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Um amigo nosso que mora na Califórnia nos ajudou e dirigimos por um tempo pra fora do estado pra encontrar um lugar que tínhamos visto no Google Maps e parecia ser a locação perfeita. O Ju foi o fotógrafo (sempre meu favorito) e o Marcelinho, amigo nosso e padrinho de casamento, fez a assistência. Assim fizemos uma das sessões de fotos que mais gosto!

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Com esse fotógrafo e essa luz, o resultado é garantido, né?

M. B.

Por que devemos todas ser feministas.

Acho que nunca estivemos em uma fase onde o feminismo estivesse tanto em pauta quanto a que estamos vivendo agora. São projetos de lei que pareceria piada se não parecessem pesadelos, crianças sendo vítimas de pedofilia em rede nacional, é uma falta de respeito que não temos nem como medir. Aí, de repente, num final de semana aparentemente comum para adultos de 30 anos como eu, milhões de jovens estão em uma cadeira com um papel na frente sendo motivados a pensar sobre a violência contra mulher… Feminismo no ENEM! Quem diria? Aí vem uma enxurrada de textos, depoimentos e gritos de “basta!” sendo compartilhados aos montes nas redes sociais e ecoando pra fora da tela. Eu entro nesse coro de peito aberto!

Sempre pendi mais pro lado feminista, sempre acreditei no poder da mulher. Eu fui a adolescente que questionava, que se indignava, que respondia cantadas na rua com uma educação nem sempre compatível à que recebi da minha mãe, é que quando a gente é desrespeitada, algumas coisas ficam de lado nas nossas reações impulsivas. Eu fui criada com minha mãe repetindo, como um mantra, que eu deveria me tornar uma mulher independente – e forte. No entanto, todo esse discurso não fez com que eu me sentisse violentada, desrespeitada e abusada durante a vida toda, até mesmo porque todo esse desrespeito que sofremos se encontra mascarado no nosso cotidiano e a gente precisa parar e olhar pra si pra conseguir enxergar que o que achamos ser normal, na verdade, de normal não tem nada.

Sofri abuso quando vivenciei homens agredindo mulheres fisicamente, abusando da força. Sofri abuso em todas as vezes que as pessoas próximas a mim me pediram pra não colocar mais o dedo na cara daquele homem na rua que me desrespeitava (tive o prazer de fazer isso algumas várias vezes). Abuso também sofri quando senti uma mão sendo passada em mim sem meu consentimento no metrô. Sofri abuso todas as vezes que fiquei escondidinha no canto da balada pra fugir de homens bêbados passando dos limites. Me senti abusada todas as vezes que minhas amigas ficaram envergonhadas por eu responder aquele cara que falava “gracinhas” ao passar de carro por nós na rua, mesmo eu sabendo que minha resposta não passava de um grito de uma mulher cansada com a falta de respeito diária. Sofro abuso ao sentir medo de andar sozinha à noite, ao me intimidar ao entrar num taxi com um motorista homem. Sofro abuso quando sinto que preciso cruzar a rua pra evitar ouvir os comentários maliciosos do grupo de homens que vejo na calçada. Sofro abuso quando subo o volume dos fones de ouvido pra não ouvir nada do que falam pra mim. É abuso quando preciso amarrar alguma coisa na cintura pra não deixar minha bunda à mostra quando uso legging. É abusivo a desproporcionalidade salarial que existe entre homem e mulher. É abuso quando vejo a discriminação em relação às tarefas domésticas, quem disse que é só coisa de mulher? Cada uma dessas coisas, cada um desses desrespeitos quase diários deixam marcas eternas em nós. Eu, sinceramente, não consigo entender a maldade doente que existe nos homens que sentem prazer em nos deixar mal, seja com uma palavra, um gesto ou por deixar claro que está nos enxergando como um pedaço de bife.

Eu me sinto até mal por generalizar, por fazer parecer aqui que todos os homens são iguais, sendo que eu convivo com homens maravilhosos e cheios de respeito, mas não vejo outra forma pra falarmos disso, então desculpe-me. Cansamos de ser silenciadas, cansamos da cultura, opressora e eu acho que, finalmente, as pessoas começaram a enxergar o feminismo da maneira como ele deve ser enxergado, como uma luta por igualdade, respeito, liberdade de ir e vir, e não como um desejo de sermos maiores e mais fortes que os homens, porque não se trata disso. Não é uma guerra entre gêneros, muito pelo contrário.

Então, enquanto houver necessidade de entoar todos esses gritos, eu vou desejar profundamente que eles sejam feitos, que não nos falte mais voz e força. Porque feminismo não é ameaça, não é exclusivo para mulheres, é uma semente preciosa para colocarmos na cabeça dos nossos filhos… eu tenho certeza de que um mundo melhor depende também de sermos todos feministas. Vamos nessa, manas?

Não sei a autoria, mas encontrei no Pinterest e acho perfeito que a gente esclareça as diferenças. Não odeie o feminismo pelo que ele não é.

Não sei a autoria, mas encontrei no Pinterest e acho perfeito que a gente esclareça as diferenças. Não odeie o feminismo pelo que ele não é.

Dicas, M. B., Natureza

Um paraíso em SP

Lembram que recentemente falei aqui sobre minha vontade/necessidade de uma slow-life? Infelizmente ainda tenho uma estrada pela frente, muito trabalho, muita fast-life pra enfrentar até que eu consiga diminuir a rotação de vez, mas nada me impede de fugir da loucura urbana de vez em quando, né? Eu faço isso e recomendo que todo mundo tire um tempinho, uns dias pra sair um pouco do ritmo frenético das nossas vidas. Seja indo pra perto do mar, pro campo ou simplesmente pra casa dos pais e dos amigos que moram no interior. É perto da natureza que eu consigo recarregar as minhas baterias e tem um hotel muito gostoso, pertinho de SP (só 12km de Campos do Jordão), que tem um lugarzinho especial no meu coração. Acabei de voltar do Botanique e fiquei com vontade de compartilhar um pouco desse oásis com vocês…

A horta, todas as frutas e verduras utilizadas no hotel são plantadas lá mesmo.

Verde por todo lado, você chega e até suspira de felicidade! É na natureza que eu coloco meus pensamentos em ordem e encontro paz. É só entendendo o valor dela que a gente se conscientiza do quanto ela precisa de cuidados. Só de pensar que as crianças de hoje em dia podem nunca ter visto um pé de alguma fruta, fico triste. As novas gerações se chocam ao ver que existe uma árvore com todas aquelas laranjas soltas do mercado, não entendem que vem da terra e que é preciso cuidar. Nossos nutrientes, nossa paz, nosso equilíbrio não está nos industrializados nem na tela de “iCoisas”. Ela está na natureza e não podemos esquecer que somos parte dela.

O Botanique me ajudou a desligar porque lá não tem burocracia nem no check-in, nem no check-out. Num mundo globalizado como o nosso, a gente acaba esquecendo nossa identidade; estar em um lugar com cardápio e carta de vinhos brasileiros e com uma biblioteca só de livros nacionais, me fez reconectar não só com o meio ambiente, mas com minha origem também.

O silêncio, a privacidade, a decoração cuidadosa, a arquitetura de extremo bom gosto e a piscina que simula o nível de sal do mar morto pra flutuar e se sentir no céu, são algumas das coisas que me fizeram amar esse lugar.

O hotel fica no meio da mata atlântica, nas redondezas não se ouve barulho de carro, é um isolamento delicioso. Dão tanta privacidade pros hóspedes que você até esquece por alguns momentos que está dividindo a área com outras pessoas. É claro que não dá pra ficar indo toda vez que a fast-life me incomoda porque a frequência seria enorme, mas em datas especiais vale o esforço.

Espero, sempre que possível e necessário, encontrar lugares que me tragam ainda mais inspiração pra lutar pelo meu sonho, o de viver cercada pela natureza.

M. B.

Eu quero uma slow-life

11263265_1061355110559963_1844249895_nComeçamos a nos questionar a onda de fast-fashion recentemente, fast-food já vem sendo apedrejado há mais tempo… Estamos na onda de apostar no slow-fashion por uma moda mais sustentável, mais consciente, mais humana e mais responsável. Levantamos a bandeira da slow-food por uma alimentação mais saudável, menos cancerígena, por uma população com menores índices de obesidade e problemas de saúde. Tudo isso é de extrema importância, mas quando vamos parar para falar de uma slow-life?

Até quando a gente vai correr? Quando as urgências vão diminuir? Em era de whatsapp, ninguém tem mais tempo pra pensar, pra refletir, pra se organizar antes de escrever, tem que responder logo, tem que responder agora. Antes a gente tinha paciência pra esperar uma carta chegar. Hoje,  se um e-mail demora mais de uma hora sem resposta, é uma falta gravíssima! Eu quero desacelerar, quero me livrar da fast-life que me foi imposta, mas o mundo parece querer me atropelar. Será que a gente está com nosso senso de urgência apurado? De repente tudo virou urgente e concordam que quando tudo é urgente, nada é? Eu tenho pressa de desacelerar, minha pressa é a da calma. Quero poder pensar em uma coisa de cada vez, levar quanto tempo for pra fazer minhas coisas, quero respeitar o meu tempo sem que o mundo ao meu redor me imponha seu ritmo frenético.

A gente precisa mesmo ler todos os jornais? Conhecer todos os últimos lançamentos musicais? Acompanhar as fashion weeks do mundo todo? A gente precisa saber quem é a atriz da novela das 21h? Precisa estar por dentro de todos os memes da internet? Eu não quero precisar, eu não quero saber de tudo, eu não quero mais informação do que minha mente pode processar, eu quero calma pra assimilar o que acontece em minha volta, quero substituir a tensão pela serenidade. Nesse mundo super moderno, legal, atualizado e globalizado de hoje estamos consumindo mais antidepressivos que em qualquer outra época. Será que o mundo tá tão legal assim? Eu não quero só slow-fashion e slow-food, eu quero uma slow-life. Pode?

M. B.

Meus 30 anos

No último domingo, dia 11, fiz 30 anos, que dia especial! Que friozinho na barriga… Pensei em passar em branco, pensei em viajar, pensei em algumas alternativas e faltou pouco pra eu não fazer nada, mas ainda bem que decidi juntar alguns poucos e bons. Recrutei alguns amigos pra me acompanhar nesse dia especial, fui comprar flores pra enfeitar a reunião no dia do meu aniversário, enquanto o marido comprava bebidas. No começo da noite a primeira pessoa chegou e a cada uma que chegava, meu coração se preenchia mais e mais. A noite parecia até diferente, tinha algo diferente no ar, me senti amada, me senti começando essa nova fase com os dois pés direitos, nada melhor. Fui dormir imensamente feliz!

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Dizem que quando as 3 décadas se completam, bate uma crise. Não sei se bateu crise, mas alguma coisa bateu. É um sentimento de humildade que me faz reconhecer que ainda tenho muito a aprender e uma sede ao mesmo tempo, sede de ser mais, de fazer acontecer! Tanto já passou, tanta coisa que me fez amadurecer, mas tanto ainda está por vir… Aos 30 anos, ao mesmo tempo que incontáveis questionamentos surgem à mente, parece que bate também uma certeza, uma certeza de quem é, do que quer, e principalmente, do que não quer.

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Fotao Niver Moni 2015alta

Obrigada dindo, @cesinha, pelo registro de aniversário mais lindo do mundo! <3

Fiz esse post pra eternizar aqui e dividir um pouco com vocês dessa noite especial pra mim. Só tenho a agradecer a cada pessoa que veio me abraçar, que me mandou mensagem e também a cada pessoa que não conheço, mas virtualmente me mandou energia boa gratuitamente. Estou pronta pra essa nova fase da minha vida, pode vir, trintão!