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Fashion Revolution: Quem fez minhas roupas?

Já ouviram falar da Fashion Revolution Week? Bom, eu explico… É uma iniciativa global que tá rolando desde o dia 18 e vai até o dia 24. É um movimento que se preocupa com a origem das roupas, que acredita na sustentabilidade da indústria da moda, que valoriza as pessoas que trabalham e estão por trás das confecções e que respeita o meio ambiente. A ideia é chamar atenção para as empresas que trabalham de forma transparente e pressionar as que não são tão transparentes para que nos conte quem está fazendo as roupas por trás das etiquetas.

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Esse movimento é uma iniciativa de líderes da moda sustentável , artistas, acadêmicos e imprensa que estão engajados na causa e preocupados com o tema. A primeira edição da “Fashion Revolution Week” foi em 2013, depois do dia 24 de abril, quando um prédio em Bangladesh desabou matando mais de 1100 funcionários da indústria e ferindo mais de 2500… No ano passado, mais de 70 países ao redor do mundo abraçaram a causa e a principal hashtag da semana sempre é #whomademyclothes (em português #quemfezminhasroupas). É uma tema que eu me interesso MUITO e acho importantíssimo que a gente se preocupe, já falei aqui sobre minha carteira e o que ela diz sobre o assunto e falei também sobre um documentário aqui no blog que é obrigatório pra quem estiver disposto a sair da zona de conforto e se informar sobre o tema. É preciso estar curioso. Quem fabricou? De onde veio o algodão? Onde fica a fábrica? Quem está costurando? Quais são as condições de trabalho?

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Neste semana, o fashion revolution day acontece em diversas cidades do país… Um ato simbólico é vestir a roupa do avesso para expor a etiqueta, valorizar a costura da roupa e quem costurou e questionar… Quem fez minha roupa? Se puder, poste uma foto com a pergunta e a etiqueta no dia 24, quando 3 anos se completam desde a tragédia em Bangladesh. Nestes dias da semana espalhados pelo Brasil, palestras, seminários, debates, bazares e outras ações acontecem simultaneamente para levantar o tema e trazê-lo para o centro da discussão em meio à revolução fast fashion. Quem tiver a oportunidade de ir em algum desses eventos, eu recomendo que vá… Ouça, se interesse, pesquise, valorize empresas com produção ética, transparente, humana e sustentável.

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Já rolaram eventos em Florianópolis, Curitiba e Salvador. Ainda vai rolar nas cidades abaixo (para saber a programação, clica no nome da cidade):

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Jum Nakao e “A Costura do Invisível”

“A costura do invisível” foi a coleção do Jum Nakao para o SPFW de 2004. Na época eu ainda morava no Rio Grande do Sul e cursava faculdade de moda, fiquei muitos dias impactada com esse desfile. Ali, talvez, tenha sido o início de um conflito que tenho com a moda que já me rendeu muitas e muitas horas de reflexões internas…Qual o real valor da moda, das roupas e sobre ser ou não ser a manifestação de arte que eu buscava. Porque a moda, pra mim, era pra ser arte antes de qualquer coisa, uma forma de expressão, mas qual a real relação do mundo com a moda?

Jum Nakao, 49 anos, brasileiro, designer e diretor de criação.

Jum Nakao, 49 anos, brasileiro, designer e diretor de criação.

Eu não sou uma consumidora frenética do mercado da moda, eu não consumo nem roupas e nem informações suficientes do mercado, mas gosto do assunto, só não consigo – e nem quero – acompanhar e nem concordar com o ritmo frenético das coisas, prefiro que seja mais slow, mais humano. Com o tempo, vou dividindo aqui com vocês o que me prende a atenção e me marca nesse mundo (na tag de moda já tem algumas coisas). Esse desfile já foi há 12 anos, mas as coisas que nos marcam são atemporais e não têm prazo de validade.

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Foram mais de 700 horas de trabalho, picotadas pelas próprias modelos em alguns poucos minutos na passarela. Essa é uma forma de materializar e ilustrar de forma muito real a efemeridade da moda. Foram 182 dias de muito trabalho e muito segredo. No dia 19 de junho de 2004, as modelos entravam na passarela com trajes e adornos inspirados na moda do século XIX num trabalho extremamente delicado e encantador.

Na entrada final, a que todas as modelos entram juntas com seus modelos desfilados individualmente, todas elas se posicionaram diante do público de mais de 1000 pessoas e em uma reviravolta sonora, elas rasgaram toda a obra de arte que vestiam e assim, naquele momento, marcaram a moda brasileira pra sempre. Foi a forma que Nakao encontrou de protestar contra o consumismo exagerado, desnecessário e avassalador. O público ficou estarrecido diante daquela manifestação de raiva e tristeza. Inesquecível!

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Foi meia tonelada de papel vegetal milimetricamente entalhados manualmente pra simular renda. As modelos desfilaram com perucas iguais às dos bonecos playmobil – o que também ajudou a provocar um contraste intrigante. O nome do desfile – que mais foi uma performance – foi intitulado “A Costura do Invisível”. Com essa obra Nakao recebeu o título de desfile da década do SPFW e foi considerado um dos maiores do século pelo Museu de Moda da França.

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Essa história foi tão forte que virou um DVD lançado em 2011. Nele é possível ver a tensão, os bastidores, o desfile, depoimentos… Ao ser questionado se foi um exercício de desapego ver sua obra sendo liquidada na frente dos seus olhos, ele não hesita em dizer que não tinha apego por aquele trabalho e aquelas peças. O objetivo era provocar o choque, o questionamento. Até hoje esse episódio é citado em salas de aula do país inteiro. Achei o desfile no YouTube, vale a pena parar e assistir:

Uma pena que episódios assim sejam tão raros. É inquietante essa cultura do consumo desenfreado, mais pessoas deveriam estar gritando pra chamar atenção pra esse fato. Respeito eterno por Jum Nakao desde junho de 2004.

Moda

NYFW e o novo calendário da moda

Tudo é rápido, tudo é pra agora, tudo é tudo agora, depois é nada. A velocidade na era das redes sociais é alucinante e é natural que isso influencie muito o mundo externo e faça com que alguns mercados repensem seus padrões e estratégias. O mundo da moda é muito afetado pela velocidade das redes. Até então, a coleção de verão era desfilada no inverno e a de inverno no verão. As tendências apresentadas demoravam 6 meses para chegar às lojas e aos armários dos apaixonados pela moda. O conteúdo das semanas de moda e dos desfiles ficava meio restrito às publicações do segmento e só mesmo os mais interessados iam atrás do que rolou, hoje tudo mudou. Desfiles são exibidos ao vivo via internet, enquanto o desfile ainda está rolando, fotos de cada modelo apresentado são jogados nas redes sociais pra quem quiser ver. E o usuário que vê e  ama o que vê quer os modelos e ele quer agora. Nos dias de hoje, 6 meses é tempo demais. Daqui meio ano a gente já mudou, as redes mudaram e o que era pra ser novidade já não causa nenhum impacto.

DKNY, Marc Jacobs e Michael Kors, NYFW 16

DKNY, Marc Jacobs e Michael Kors, NYFW 16

 

Givenchy, NYFW 16

Givenchy, NYFW 16

Essa mudança social provocou a mudança dos calendários e enquanto muitos discutiam se iam ou não

Carolina Herrera, Derek Lam, Rebecca Minkoff

Carolina Herrera, Derek Lam, Rebecca Minkoff

passar a apresentar verão no verão e inverno no inverno, a Burberry decidiu atualizar-se pro novo formato e as peças apresentadas no desfile da semana passada vão estar nas disponíveis nas lojas em poucos dias. Instantaneamente como a nova geração quer e quase exige. As pessoas estão com pressa. Eu sempre acompanhei um pouquinho as semanas de moda porque faz parte do meu trabalho, mas achava interessante a espera. Será mesmo que precisa ser tudo tão urgente e instantâneo? Ainda não sei ao certo o que eu acho do novo calendário, dá um certo medo essa aceleração generalizada das coisas… Ali em cima coloquei algumas das minhas preferências da semana de moda de NY que rolou semana passada, vou dividir mais algumas!

Ralph Lauren, Calvin Klein e Vera Wang

Ralph Lauren, Calvin Klein e Vera Wang

Ralph Lauren, Calvin Klein e Vera Wang

Ralph Lauren, Calvin Klein e Vera Wang

Hugo Boss, Narcizo Rodriguez e Proenza Schouler

Hugo Boss, Narcizo Rodriguez e Proenza Schouler

Public School, Marchesa e Altuzarra

Public School, Marchesa e Altuzarra

 

Carolina Herrera, Rodarte e Tibi

Carolina Herrera, Rodarte e Tibi

Alguém aí gosta dessa temática? Apesar de eu trabalhar no mundo da moda há muitos anos, tenho uma resistência em falar do assunto… Mas se vocês gostarem disso, posso tentar abordar com mais frequência! 🙂

M. B., Moda

ENJOEI: o bazar de amigas ampliou os horizontes

Quando fiz 30 anos, parece que uma chavinha mudou na minha cabeça e senti uma séria de mudanças internas que impactaram muito a forma com que eu me enxergo. Passei por alguns processos de mudança e um deles foi fazer uma limpa no armário. Depois que eu decidi o que eu ia querer manter, doei boa parte do que restou e algumas peças eu separei pra ver se amigas queriam… Peças que deram um trabalhinho extra pra eu desapegar.

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Como já falei em outros posts e a maioria das pessoas que me segue aqui já sabe, eu sempre estou buscando formas de praticar um consumo mais consciente, de ir contra o consumismo desenfreado. O Enjoei tem essa filosofia também e é por isso que quando essa oportunidade de parceria surgiu, eu nem hesitei! Gosto muito do trabalho deles, existe um capricho e um cuidado muito grande com o que vendem na plataforma e isso dá uma segurança pra quem compra e ajuda a quebrar alguns paradigmas. Quem disse que é feio comprar roupa usada? Quem disse que não tem glamour em usar peças de segunda mão? Chique mesmo é gastar o dinheiro de forma consciente e reaproveitar peças, evitando assim que elas sejam parte de uma das milhares e gigantescas pilhas de lixo que estamos produzindo por causa da nossa obsessão em estar sempre comprando algo novo.

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O Enjoei apareceu pra profissionalizar uma coisa que sempre fiz: bazar entre amigas. Agora não existe mais o limite da amizade e qualquer pessoa pode comprar e vender suas roupas que, por algum motivo, não são mais bem-vindas no armário. Espero que vocês gostem do que eu separei por lá… É só clicar aqui pra conferir tudo que está na minha lojinha.

Beijos, 🙂

Moda

Os ícones da moda dos anos 60

Eu estudei moda, sou modelo há muitos anos, sou designer de joias… Isso tudo transita mais ou menos pelo mesmo meio da moda, mas uma parte de mim questiona tantas coisas nesse universo que acabo evitando de produzir conteúdo sobre ele. No entanto, a história da moda é, pra mim, uma das partes mais legais disso tudo, por isso resolvi expor uma das minhas décadas favoritas com vocês: a de 60! Acho que muito já se conclui só se a gente olhar pros principais ícones da épca: Twiggy, Jane Birkin, Audrey Hepburn, Catherine Denueve, Brigitte Bardot, entre muitas outras. Só por elas a gente já consegue ver o peso dessa década!

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Twiggy, a personificação da década de 60

Muito estilo próprio, cabelos curtos, atitude forte… As mulheres estavam galgando seu espaço na sociedade e falavam muito através da moda. As saias encurtaram, alguns cabelos também, a moda nos anos 60 era não seguir mais a moda. As calça entraram de vez no armário feminino. Os ícones transitavam nos mais diferentes estilos e era a época de consagrar a moda como umas das principais formas de expressão e de liberdade. Foi uma década de muita força feminina.

Brigitte Bardot

Brigitte Bardot

Audrey Hepburn

Audrey Hepburn

Françoise Hardy

Françoise Hardy

Catherine Deneuve

Catherine Deneuve

Jane Birkin

Jane Birkin

O icônico tubinho de YSL inspirado nos quadros de Mondrian também é fruto dos anos 60.

O icônico tubinho de YSL inspirado nos quadros de Mondrian também é fruto dos anos 60.

Nos anos 60 o rock imperou! O que ajudou muito na atmosfera rebelde da época. No Brasil, era o auge da Jovem Guarda. O conceito deu espaço pro estilo e a alta-costura estava perdendo espaço. Os anos 60 mudaram a forma como o mundo via a moda e essa mudança foi o início de uma grande transformação que testemunhamos até os dias de hoje.

Wanderléa

Wanderléa

O mundo se transformou a partir da década de 60, a música nunca mais foi a mesma depois de Elvis e Beatles, supostamente foi nessa década que pisamos na lua, foi na década de 60 que enfrentamos a ditadura no Brasil, na década de 60 conhecemos a minissaia. Ufa! Queria estar lá pra ver e sentir…

Filmes, Meio Ambiente, Moda

The True Cost: o barato que sai caro.

Rafael Benini Volpatto, meu primo, é formado em letras  e devorador de filmes e séries! Confio muito no gosto dele e nas sugestões que ele me dá… Pedi pra que ele falasse sobre algum filme aqui no blog, ele começou com “The True Cost“, um documentário que é um soco no estômago para boa parte da população mundial com o mínimo de bom senso. Me sensibilizei tanto que preciso falar sobre ele…

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Blusinha de R$39, vestido de festa por R$79, tudo tão lindo, tão acessível! Coleção nova quase toda semana, que paraíso! Na contra-mão da alta costura, as redes de fast-fashion estão cada vez mais populares, com preços cada vez menores e novas coleções cada vez mais frequentes. Realmente um paraíso pra nossa natureza capitalista, consumista e pra nossa eterna impressão de que não há nada no guarda-roupa, mas e o que há por trás disso?

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A gente precisa mesmo de uma sacola nova a cada ida ao shopping? A gente precisa mesmo de mil peças de roupa sem qualidade que só fazem volume no armário? A gente está comprando conscientemente ou impulsivamente? É preciso parar pra pensar.

O documentário foi lançado esse ano e já está no Netflix. Como se explicam os preços tão baixos e a velocidade com que novidades aparecem nas prateleiras das grandes redes? O que está por trás dessa cultura tentadora não é nada legal, não é nada humano.

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Condições de trabalhos precárias, jornadas exaustivas, salários mínimos que parecem piada. Aposentadoria? Licença maternidade? Direitos trabalhistas? Sindicatos? Nada disso. Bangladesh, Camboja, India e muitos outros países em desenvolvimento mantém seus trabalhadores em condições nada humanas. Pessoas trabalhando pra ganhar $10 por mês, pessoas morrendo no chão de fábrica pra que a gente possa, semana que vem, comprar mais uma peça que a gente não precisa por uma bagatela.

Isso não é tudo, para produzir tanta roupa, haja algodão. Algodão orgânico é raridade, as plantações não produzem na mesma velocidade que a indústria pede. Por isso, novos químicos e agrotóxicos cada vez mais fortes estão sendo usados na plantações. Produtos tão fortes que causam doenças físicas e mentais em populações de povoados onde o plantio é a principal atividade econômica. Nos preocupamos em não comer pimentões com agrotóxicos, mas vestimos roupas igualmente tóxicas e nosso maior órgão, a pele, está em constante exposição.

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Estou em processo de conscientização já há algum tempo, compro menos roupas, já deixei  até mesmo de entrar em lojas de fast fashion, justamente pra não correr o risco de cair em tentação. Se eu deixar de comprar 4, 5, 6 peças baratas e que não preciso, talvez possa comprar uma única com um corte melhor, de melhor qualidade e produzida em países com leis justas de trabalho. E quanto menos eu compro, menos lixo eu produzo. Uma alternativa que também amo e sou adepta é a de comprar de segunda mão, brechós podem ser um paraíso, cheio de tesouros e de peças praticamente exclusivas! Também raramente perco a oportunidade de ir em um bazar e acho a ideia de outlets muito bacana, não faz sentido que uma peça vire lixo no mundo por causa de um defeito mínimo ou porque é de uma coleção passada…

É uma cultura já consolidada, é difícil mudar, mas é preciso que a gente acredite no poder do indivíduo. Se eu mudar e conseguir ajudar algumas pessoas a repensarem o consumo e essas pessoas tentarem espalhar pros seus conhecidos e seus conhecidos para seus amigos, formamos uma corrente que pode, sim, mudar o mundo!

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Eu quero um mundo mais humano pros meus filhos, um mundo em que se pense nos seres vivos antes das coisas. Quero que meus filhos não sejam contaminados pelo consumismo impulsivo, quero que meus filhos sejam cidadãos conscientes e humanos.

Eu estou tentando mudar o mundo mudando minha consciência. E você?

Obrigada, primo, por essa indicação maravilhosa!

Moda

Alexander McQueen, um em um milhão

Um estilista nada convencional, Alexandre McQueen não fazia nada que não fosse pra chocar, suas roupas eram criadas pra serem muito mais . Era elogio se alguém dissesse que um desfile seu deu vontade de vomitar. Com mil problemas em sua vida pessoal, as passarelas refletiam seu lado sombrio, doente e desconstruído, personalidades exóticas e fortes como, David Bowie, Rihanna, Beyoncé, Bjork e Lady Gaga, tiveram modelos exclusivos desenhados por McQueen.

Quando era uma criança e costurava os vestidos para suas irmãs irem pra escola, nunca imaginou que tornaria-se um gênio para tantas pessoas no mundo da moda. Era um mau aluno na escola e largou os estudos aos 16 anos para trabalhar em uma alfaiataria de luxo em Londres, foi lá que ao longo de quatro anos, aprendeu muito do que seria sua marca registrada. Depois foi para Milão e trabalhou como assistente de Design, ao retornar pra Inglaterra, estudou na renomada  Central Saint Martins e, após sua coleção de conclusão de mestrado inspirada em “Jack, o estripador” em 1994, teve seu trabalho reconhecido. Foi sua amiga, Isabella Blow, que o descobriu e o lançou pro mundo fashion.

A mistura inusitada de elementos, referências, texturas e técnicas causou grande curiosidade das pessoas, muitos ainda não entenderam nem jamais vão entender sua obra. Sua maior referência sempre foi sua mente, seus conflitos e confusões, o resultado era um espetáculo novo na passarela a cada coleção. Uma estranheza que fascinava… Era criatividade que transbordava e a limitação dessa criatividade foi que tornou os 5 anos à frente da Givenchy uma relação extremamente conturbada, McQueen não suportava limites, não sabia e nem precisava lidar com eles.

A morte desse grande nome também foi precoce, aos 40 anos, em 2010. A causa nunca foi confirmada, mas o que mais se fala é em suicídio por enforcamento, McQueen foi encontrado morto um dia antes do funeral da sua mãe. A perda da mãe fez com que ele se afundasse em um quadro grave de depressão. Considerado a mente mais criativa da moda dos últimos tempos, a sua obra será eternizada, exposições e livros em sua memória já foram produzidos e sua audácia servirá de inspiração para muitos novos designers de moda que estão por vir, referência na alta costura, sem dúvida McQueen foi um em um milhão.

Alexander McQueen.

Alexander McQueen.

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O que minha carteira tem a dizer

Nem sempre tive a consciência que tenho hoje quanto ao consumo, já fui muito mais consumista e irresponsável. Na verdade, é tudo um processo, um caminho a se percorrer e pequenas atitudes a serem tomadas. O consumo sustentável e consciente é um desafio nesse mundo cada vez mais visual e superficial. Está por todo lado a imposição de que devemos ter isso e aquilo pra nos adequarmos, está na TV, nos jornais, nos outdoors, nas redes sociais e até nas conversas de bar. Precisamos mesmo? É tentador, todo mundo já se sentiu seduzido por uma vitrine, por uma marca, por um produto da moda. Mas é preciso tomar consciência.

Sobre esse assunto, tenho uma história que me marcou, pra dividir com vocês. Certa vez, eu estava precisando de uma carteira nova e adiando o ato de ir ao shopping até o último dia possível – shoppings não são meus lugares preferidos. No meio dessa minha resistência à sair em busca da carteira, apareceu aqui em casa um kit de uma determinada marca e nele tinha o quê? Uma carteira! O único problema é que vinha a “marcona” estampada! Achei uma boa oportunidade pra cancelar a operação shopping e customizar. Reciclar o que já foi produzido e não consumir mais e mais. Com um etiquetador imprimi uma frase que me inspira quanto ao consumo, cobri a marca (desculpaê! rs) e há tempos minha carteira funciona como uma espécie de post-it, toda vez que a pego pra comprar algo, a frase me diz: “pense bem”.

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“Compre menos, escolha bem.” (Frase da estilista Vivienne Westwood)

É claro que, de vez em quando, a gente se entrega para o consumo. Quantas vezes a gente comprou coisas por impulso e se perguntou o porquê depois de chegar em casa? Quanto mais a gente compra, mais lixo a gente produz, mais espaço a gente precisa pra armazenar; quanto mais coisas a gente tem em casa, mais energia (não necessariamente boa) se acumula; quanto mais a gente compra, mais a gente quer comprar. Eu ainda estou em um processo, mas hoje acho que vale muito mais a pena comprar poucas e boas peças, à lotar o armário e a casa de coisas de baixa qualidade; pensar muito antes de comprar do que consumir apenas por impulso. Sou a favor dos coringas, das peças multiuso, das cores neutras, do menos que sempre vira mais! Vamos falar sobre isso aqui no blog? Acho que trocar opiniões, compartilhar vivência e dividir experiências é a melhor forma de somarmos.

M. B., Moda

Um fim de tarde listrado

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347A9574347A9537Todas as fotos por Junior Lima 🙂