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Aventura na Chapada Diamantina

“Procuro uma coisa que não tem nome. Já a encontrei na água de algumas corredeiras, no topo e nas encostas de certas montanhas, nas nuvens de alguns ares, no mato fechado que guarda alguns vales. Já a encontrei várias e várias vezes, só não encontrei seu nome. Voltarei à água, ao ar, à terra. Voltarei até descobrir.” Essa frase, cujo o autor é desconhecido, mas provavelmente um amante imódico da natureza, consegue descrever com exatidão o sentimento que corre na veia de todo aventureiro frenético. E se existe um lugar no Brasil onde podemos entrar em contato com toda essa energia, esse lugar é a Chapada Diamantina.

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Para chegar até Lençóis, você tem que fazer uma escala em Salvador. Os vôos para lá saem de quinta ou domingo pela Cia aérea Azul. O ideal é ficar de domingo a domingo, mas já posso adiantar que nem os moradores locais conseguiram explorar por completo a região então prepare-se para selecionar seus roteiros e voltar com o famoso gostinho de “quero-mais”. Ao chegar até Lençóis, explore a cidade e alugue uma mountain bike. Você pode pedalar até o Morro do Pai Inácio para assistir o pôr-do-sol de lá de cima. São 1.120 de altitude e uma vista fantástica de 360 graus de toda a região. Leve snacks e prepare-se para ouvir a lenda que levou o nome do morro, contada por algum morador ou guia local que sempre está por lá.

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Se você gosta de explorar cavernas, se prepare: São 34 cavernas e algumas com 20 a 30 quilômetros de extensão. A riqueza e a diversidades dos espeleotemas são inacreditáveis, e além disso, você se depara com grutas e poços de águas tão cristalinas que não é possível perceber onde o meio aquático começa.

Reservar 2 dias para explorar a região dos municípios de Mucugê e Igatu também é imperdível. Vá de mountain bike e conheça a Vila de Igatu – conhecida como a “Machu Picchu” brasileira. A cidade é energeticamente poderosa. Sim, porque segundo alguns moradores, mais da metade do diamante original ainda está lá sob o solo da região. Inclusive, ainda existem alguns garimpeiros que trabalham manualmente no local. Para os que acreditam no poder dos cristais, não existe lugar melhor para “recarregar e renovar” as energias do que a charmosa Vila de Igatu, que em meio à tanta simplicidade, você se depara com uma galeria de arte que fica entre as ruínas perdidas da cidade. Ela mostra esculturas e arte contemporânea local e ainda por surpresa, possui um café que serve um crêpe divino e comparável aos franceses!

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Nesta região, fazer um trekking para conhecer as inesquecíveis cachoeiras do Buracão e Fumaça é uma experiência colossal. São cerca de 15 km de trilha para cada uma delas, com um visual maravilhoso. A cachoeira do Buracão ainda exige um trecho de nado livre de 200 metros dentro de um canyon, onde ela fica escondida. O lugar é incrivelmente mágico, cheio de pássaros rodeando um arco-íris que se forma entre a luz natural e a queda.

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Se você gosta de canoagem, assim como eu, se prepare para remar ao longo do Rio Marimbus, em uma área de proteção ambiental. E ao fundo de toda essa paisagem, é possível avistar as montanhas do Vale do Pati e parar para um almoço preparado pela comunidade dos Quilombolas, uma vila que se formou de escravos refugiados do Quilombo, e que vivem até hoje por lá.

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Para finalizar a visita à Chapada Diamantina com chave de ouro e abusar da adrenalina, saiba que lá é o único lugar no Brasil que você pode praticar cave jump. O Cave Jump tem a estrutura igualzinha ao bungee jump, só que o salto é feito para dentro da boca de uma caverna. Precisa dizer que este lugar é o parque de diversões para os amantes de aventura?

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Crédito de todas as fotos: Rui Rezende

Formada em turismo e pós graduada em turismo de aventura, trabalhou como empresária no ramo da aventura por cinco anos, organizando eventos empresariais e circuitos de corrida de aventura por todo o país. Estudou marketing digital na ESPM e hoje atua na direção de mídia online da revista TOP Magazine e é responsável pela sessão "Aventuras Extremas" da revista TOP Destinos.

Formada em turismo e pós graduada em turismo de aventura, trabalhou como empresária no ramo da aventura por cinco anos, organizando eventos empresariais e circuitos de corrida de aventura por todo o país. Estudou marketing digital na ESPM e hoje atua na direção de mídia online da revista TOP Magazine e é responsável pela sessão “Aventuras Extremas” da revista TOP Destinos.

Dicas, M. B., Natureza

Um paraíso em SP

Lembram que recentemente falei aqui sobre minha vontade/necessidade de uma slow-life? Infelizmente ainda tenho uma estrada pela frente, muito trabalho, muita fast-life pra enfrentar até que eu consiga diminuir a rotação de vez, mas nada me impede de fugir da loucura urbana de vez em quando, né? Eu faço isso e recomendo que todo mundo tire um tempinho, uns dias pra sair um pouco do ritmo frenético das nossas vidas. Seja indo pra perto do mar, pro campo ou simplesmente pra casa dos pais e dos amigos que moram no interior. É perto da natureza que eu consigo recarregar as minhas baterias e tem um hotel muito gostoso, pertinho de SP (só 12km de Campos do Jordão), que tem um lugarzinho especial no meu coração. Acabei de voltar do Botanique e fiquei com vontade de compartilhar um pouco desse oásis com vocês…

A horta, todas as frutas e verduras utilizadas no hotel são plantadas lá mesmo.

Verde por todo lado, você chega e até suspira de felicidade! É na natureza que eu coloco meus pensamentos em ordem e encontro paz. É só entendendo o valor dela que a gente se conscientiza do quanto ela precisa de cuidados. Só de pensar que as crianças de hoje em dia podem nunca ter visto um pé de alguma fruta, fico triste. As novas gerações se chocam ao ver que existe uma árvore com todas aquelas laranjas soltas do mercado, não entendem que vem da terra e que é preciso cuidar. Nossos nutrientes, nossa paz, nosso equilíbrio não está nos industrializados nem na tela de “iCoisas”. Ela está na natureza e não podemos esquecer que somos parte dela.

O Botanique me ajudou a desligar porque lá não tem burocracia nem no check-in, nem no check-out. Num mundo globalizado como o nosso, a gente acaba esquecendo nossa identidade; estar em um lugar com cardápio e carta de vinhos brasileiros e com uma biblioteca só de livros nacionais, me fez reconectar não só com o meio ambiente, mas com minha origem também.

O silêncio, a privacidade, a decoração cuidadosa, a arquitetura de extremo bom gosto e a piscina que simula o nível de sal do mar morto pra flutuar e se sentir no céu, são algumas das coisas que me fizeram amar esse lugar.

O hotel fica no meio da mata atlântica, nas redondezas não se ouve barulho de carro, é um isolamento delicioso. Dão tanta privacidade pros hóspedes que você até esquece por alguns momentos que está dividindo a área com outras pessoas. É claro que não dá pra ficar indo toda vez que a fast-life me incomoda porque a frequência seria enorme, mas em datas especiais vale o esforço.

Espero, sempre que possível e necessário, encontrar lugares que me tragam ainda mais inspiração pra lutar pelo meu sonho, o de viver cercada pela natureza.

Inspiração, Meio Ambiente, Natureza

A cura para tudo é água salgada

“A cura para tudo é água salgada: lágrimas, suor ou mar.” Dizem que essa frase é de Isak Dinesen e me fala, tem como discordar dela? Pra fechar esse final de semana delícia, um painel de inspiração em homenagem à água salgada do mar que, além de curar quase tudo, significa muito pra mim. Foi na água salgada que eu curei um grande problema que eu tinha com… água salgada! Enfrentar e superar medos é especial, eu amo e respeito o mar, nele eu me vi pequena, nele eu deixei algumas questões que foram embora com a correnteza e eu subi à superfície mais leve e renovada.

Fonte: pichost

Fonte: pichost

MAR

 

Fonte: pichost

Fonte: pichost

Me surpreendi ao ver quantas fotos de mar tenho postadas no meu Instagram. Talvez ele represente mais pra mim do que eu imagino.

Uma semana maravilhosa pra todo mundo!

Beijos!

Inspiração, Meio Ambiente, Natureza

Painel de inspiração: conchas.

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599169A natureza e sua capacidade de me deixar sem ar! Lindo demais, né? 😉