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01 jun, 2016

O minimalismo de Agnes Martin

Agnes Martin foi uma artista canadense nascida em 1912 que atuou fortemente dentro do movimento expressionista abstrato. Sua linguagem minimalista é o que me desperta a maior identificação como artista e designer. Suas obras eram um mergulho no interior, no silêncio e na discrição. Agnes tinha esquizofrenia e após alguns meses internada em um hospital psiquiátrico,  optou pelo tratamento com choques elétricos, brutal, mas muito comum no século passado. Era uma feminista declarada e, apesar de nunca ter declarado publicamente, alguns artistas próximos afirmavam que ela era homossexual. Agnes Martin era uma pioneira em seu tempo, tanto na vida pessoal quanto profissional e artística, pois foi uma mulher ativa e ousada para a época que era ainda mais dominada pelos homens. Adepta do budismo, suas artes passam uma tranquilidade que, provavelmente, é fruto desse lado zen de Agnes.

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Agnes Martin

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Obras de Agnes Martin no Tate

Obras de Agnes Martin no Tate

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Quero esse livro <3

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O que mais me encanta em trabalhos minimalistas é a ilusão de que é um trabalho simples e superficial que qualquer um faria. Acertar com mil recursos é relativamente fácil, difícil mesmo é fazer trabalhos incríveis com pouco. Como disse Clarice Lispector uma vez: ser simples é ser incrível!

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26 maio, 2016

A onda de vidro de Baptiste Debombourg

“The mind is everything. The material is the servant of spiritual.”

(R.Martin Gard)

A instalação “Aérial” do artista francês Baptiste Debombourg é uma obra-prima!  O escultor é conhecido pelos seus trabalhos com materiais comuns ao dia-a-dia de todo mundo. Nessa instalação apresentada no Abbey’s Column Hall, o vidro é o protagonista e simula uma onda que invade as janelas levando consigo a luz do ambiente exterior para o interior. Baptiste descreve a experiência de suas instalações como espiritual. A desconstrução é marca registrada dele. 

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Incrível, né? <3

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19 maio, 2016

A tipografia de Herbert Bayer

Herbert Bayer, nascido em 1900 na Áustria, foi um diretor de arte, arquiteto, fotógrafo, ilustrador, artista gráfico e pioneiro do Modernismo no design norte-americano e europeu. Entre 1921 e 1923, foi aluno da Bauhaus na Alemanha e teve aulas com grande nomes da arte mundial como Kandinsky e Moholy-Nagy. Dois anos após deixar a Bauhaus como aluno, o então diretor Walter Gropius o convidou para integrar o corpo docente da escola para dirigir a Oficina de Tipografia e Publicidade. Lá ficou, então, desde 1925 até 1928 quando decidiu seguir carreira de designer freelancer. Foi diretor da revista Harper’s Bazaar, expôs no MoMA, entre muitos outros grandes feitos. Herbert deixou um grande legado pro design gráfico e pra tipografia e sempre vai ser uma das maiores referências da área.

Sturm Blond: uma de suas fontes mais incônicas.

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Muitas das referências que temos de fontes, tipografia e design gráfico, ainda são de origem em 1920 com a irreverência de Herbert Bayer. Quem faz a diferença, faz a diferença…

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16 maio, 2016

Os prismas de Tokujin Yoshioka

Tokujin Yoshida é um designer de 49 anos e seu trabalho transcende as barreiras do design de produto, arquitetura, exposições e instalações. Tokujin é um artista. Com nomes de peso no seu portfólio, suas referências já mostram a importância artista dele: marcas como Hermés, BMW, Swarovski, Toyota, Lexus e museus como o Moma, o Pompidou, o Victoria and Albert Museum, Cooper Hewitt National Design Museum e o Vitra Design Museum. Desde que ganhou seu primeiro prêmio de design, em 1997, vem colecionando vários deles. Foi a cadeira de papel “Honey Pop” que fez com que seu trabalho fosse reconhecido no mundo inteiro.

Honey Pop Chair, de 2001

Honey Pop Chair, de 2001

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Tornado: instalação feita com 2 milhões de canudos transparentes

Tornado: instalação feita com 2 milhões de canudos transparentes

Depois de trabalhar por mais de 20 anos na empresa Issey Miyake e realizar grandes e importantes trabalhos, Yoshida abriu seu próprio atelier. Suas criações são enormes e encantam por onde passam, dono de um olhar único, virou referência na sua arte. Um dos projetos  mais impressionantes pra mim é a “rainbow church”, exibida no museu de arte contemporânea de Tóquio. A instalação é o primeiro pra um sonho do artista: uma igreja real construída com base na sua arquitetura. Uma fresta de mais de 9 metros de altura foi preenchida com prismas de cristais nas cores dos arco-íris. O efeito de luz é a coisa mais linda desse mundo!

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Rainbow Church

Crystal Forest pra fachada da Swarovski em Tokyo

Crystal Forest pra fachada da Swarovski em Tokyo

Para Cartier Time Art

Para Cartier Time Art

The Invisibles / Snowflake, 2010 - feito com prismas de plástico

The Invisibles / Snowflake, 2010 – feito com prismas de plástico

Air du temps pra Hermès

Air du temps pra Hermès

Tudo parece enorme e ao mesmo tempo muito delicado. Ele não é o primeiro artista japonês que me impressiona pela complexidade das obras. Os orientais realmente têm algo a mais…

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10 maio, 2016

A não-arte de Lygia Clark

Lygia Clark foi uma mulher que contribuiu enormemente pra arte no Brasil e eu sou simplesmente apaixonada pelo trabalho dela! Nascida em Belo Horizonte em 1920, começou a estudar arte somente em 1947 – já com 3 filhos e aos 27 anos – no Instituto Burle Marx (já falei sobre Burle Marx aqui) no Rio de Janeiro e foi ele próprio que ministrou as primeiras aulas de pintura que Lygia teria. Aos 30 foi para Paris, onde estudou com grandes artistas e se dedicou ao estudo de escadas e aos desenhos de seus filhos e onde também realizou seus primeiros óleos e fez sua primeira exposição, em 1952. Um ano depois, em 1953, ela voltou para o Rio de Janeiro.

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tumblr_lwvg5nGYiQ1r70t2xo1_1280Lygia, ao voltar para o Brasil, integrou o Grupo Frente que foi um grupo artístico brasileiro formado pelo artista Ivan Serpa. Ela era umas das mulheres mais influentes do grupo que aceitava artistas de todos os gêneros sob uma condição: a de questionar a arte, ir contra o formato da velha a academia de arte e estar disposto a quebrar barreiras e caminhar com os próprios pés. O grupo durou menos de 3 anos de forma natural, já que a maioria dos integrantes obtiveram tanto sucesso que naturalmente seguiram suas próprias carreiras individuais. Lygia rejeitou o título de artista enquanto viva, preferia ser vista como “propositora”.

"Quebra da Moldura"

“Quebra da Moldura”

Lygia foi muito conhecida e reconhecida pela relação próxima de suas artes (ou proposições, como ela preferia chamar) e terapias psicológicas. No período em que lecionava na universidade de artes plásticas de St Charles em Paris, fazia sessões de relaxamento e exercícios de sensibilização. Em uma de suas aulas de arteterapia, uma aluna desmaiou e Clark defendeu que a razão era uma falta de preparo psicológico por parte da aluna. Lygia acreditava no poder da cura através de pedras, terra e outros elementos da natureza. Caetano Veloso foi  muito próximo de Lygia Clark e diz que ela inspirou muito suas composições na época, conversou muito sobre seus interesses na arte plástica e fez longas sessões de terapia com ela na década de 70. A música “if you hold a stone” foi feita para ela.

A proposição abaixo, Baba Antropofágica, de 1973, foi realizada em Paris pela primeira vez, mas reproduzida muitas vezes até hoje. Uma pessoa deita de barriga pra cima e as outras têm carreteis de linha em suas bocas, vão tirando lentamente o fio e envolvendo a pessoa deitada, Clark encontrava poesia nas vísceras, nos fluidos corporais, inclusive na baba.

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Em 1961, ela ganhou o prêmio de melhor escultura na Bienal de São Paulo com uma das obras de sua série “bichos” que era composta de esculturas metálicas com formas geométricas que se articulavam por dobradiças e dependiam da participação do espectador. Essa série é considerada a obra prima de Clark, e pra ser entendida precisava de interação e de contato, assim como os bichos. Com um misto de construtivismo, geometria e organicidade, a série foi seu maior paralelo entre o orgânico e a arte. Lygia fazia arte pra que houvesse interação, pra que fosse tocada, pra que fizesse sentir.

Obras da série "Bichos", década de 60

Obras da série “Bichos”, década de 60

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A ideia de Lygia é que essas esculturas tivessem proporções monumentais e foi somente 50 anos depois da sua ideia, em 2013, que a Alison Jacques Gallery ajudou a realizar essa obra e a expôs na Art Basel.

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Em 66, Lygia começou o projeto “Objetos Sensoriais” onde ela trabalhava com objetos banais do cotidiano pra explorar a relação entre o corpo e a arte. As obras/proposições do projeto propunham experiências solitárias que buscavam autoconhecimento. Na proposição abaixo, cada máscara tinha cores e materiais diferentes, no lugar do olhos, os buracos eram costurados com vários ingredientes naturais, como sementes e ervas aromáticas. Perto das orelhas, alguns objetos eram integrados para aumentar a sensorialidade das máscaras.

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fonte: Panorama Crítico

fonte: Panorama Crítico

Lygia Clark contribuiu de uma forma imensurável pra arte no Brasil e no mundo, atingiu prestígio internacional e é sempre lembrada nas salas de aula, em conversas de profissionais do mundo da arte e até hoje suas proposições e experiências são reproduzidas. Sua fase sensorial foi alvo de muito fascínio e desperta curiosidade de muitos amantes da arte contemporânea de todas as idades. Sua importância foi reconhecida até pelo Google que no ano passado, no dia em que Lygia faria 95 anos, o doodle da página inicial era uma homenagem a ela e à série “bichos”.

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Morreu aos 67 anos, em 1988, vítima de um ataque cardíaco em casa. Não sei traduzir em palavras minha admiração por ela que se recusou a ser só uma, que transitou por diversas manifestações artísticas e que deixou um legado enorme e lindo pro Brasil e pro mundo. Autora de livros, pintora, escultora e, acima de tudo, uma pensadora, uma questionadora…

Admiração eterna. <3

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04 maio, 2016

André Kertész e suas distorções

André Kertész foi um fotógrafo e jornalista nascido na Hungria, mas com carreira solidificada em NYC, onde morreu em 1985 aos 91. Um fotógrafo genial que, infelizmente, só obteve reconhecimento mais internacional depois da sua morte. Em uma época sem recursos digitais, sua série “distortion” é uma das suas obras mais impressionantes. São mais de 200 nus femininos encantadoramente distorcidos com reflexos e espelhos, o resultado é fascinante quando imaginamos os poucos recursos que ele tinha à disposição na época.

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A série é de 1933, mas seu fascínio pela distorção começou em 1917 quando fotografou uma nadadora embaixo d’água. André clicou nus distorcidos até um ano antes de sua morte, em 1984, quando encheu um quarto vazio de espelhos em Paris e fez os últimos cliques da sua vasta série que, em 1920 obteve o primeiro reconhecimento quando ilustrou a capa da revista VU. Um fato curioso sobre ele é que, apesar de ter vivido longos períodos entre os Estados Unidos e a França, ele nunca aprendeu outro idioma além do seu idioma natal. Isso fez com que a fotografia representasse mais que arte pra ele, fotografar era sua forma principal de expressão.

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Acho que aqui entramos mais vez na questão do último post, né? Recurso não é nada, talento é tudo.

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01 maio, 2016

Juan Francisco Casas só precisa de uma BIC

O espanhol Juan Francisco Casas elevou o nível da arte com poucos recursos a um outro patamar. Sim… Ele faz desenhos impressionantemente realistas usando apenas uma… CANETA BIC. Sim. Ele se formou na Belas Artes de Granada, na Espanha e já morou na Alemanha, na França e no Reino Unido e já expôs sua arte em dezenas de países do mundo todo… Com uma vasta experiência acadêmica como aluno e professor, Casas tem um currículo extenso de exposições colaborativas e solo, palestras, workshops, publicações e etc.

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Essas duas obras foram feitas utilizando óleo sobre tela e estavam na última edição da SP-Arte

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Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

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Gente… Uma caneta BIC. É quase inacreditável!

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29 abr, 2016

A arte moderna simplificada

Achei esse vídeo por acaso enquanto passeava pela internet e AMEI! Deviam incluir nas aulas de história da arte, vou dividir com vocês e depois falar um pouco de cada movimento que o vídeo explorou pra vocês verem quão genial é a pessoa que fez essa animação super didática de um assunto às vezes tão confuso pras pessoas…

Impressionismo

  • Ênfase nos temas da natureza, principalmente paisagens;
  • Uso de técnicas de pintura que valorizam a luz natural;
  • Valorização da decomposição das cores;
  • Pinceladas soltas buscando os movimentos da cena retratada;
  • Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas.
Obra impressionista: Claude Monet - Sunrise

Impressionismo: Claude Monet – Sunrise

Pontilhismo 

O pontilhismo é uma técnica de pintura que consiste em usar pontos coloridos próximos uns dos outros e sem espaços em branco. A técnica foi denominada um movimento artístico por muitos historiadores e começou no início do século XX, fortemente influenciada pelo impressionismo.

Pontilhismo: George Seurat - Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte

Pontilhismo: George Seurat – Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte

Art Nouveau

Nasceu na França em 1980 e ultrapassou a barreira da pintura, influenciando a arquitetura, o design e a arte de móveis. Características:

  • Utilização de materiais como, por exemplo, vidro, madeira e cimento.
  • Relação com a produção industrial em série.
  • Uso dos conhecimentos físicos e matemáticos.
  • Valorização da lógica e do conhecimento racional.
  • No âmbito social, a art nouveau está muito ligada ao desenvolvimento da burguesia industrial.
  • Oposição ao movimento romântico e à valorização das expressões sentimentais nas artes.
  • Busca da massificação das artes plásticas através da valorização dos processos industriais.
  • Valorização de temas ligados à natureza (plantas, flores, árvores e animais), retratados com linhas em movimento, dando valor às formas.
  • A figura feminina (imagens de mulheres) é muito retratada nas pinturas e ilustrações. – Uso de arabescos em ilustrações.
  • Uso de cores com tonalidades frias nas pinturas.
Art Nouveau: Klimt - A Árvore da Vida

Art Nouveau: Klimt – A Árvore da Vida

Fauvismo

Esse movimento também nasceu da França e a origem é a palavra francesa fauves que singnifica feras, tem características expressionistas e também:

  • Uso de cores intensas (rojo, verde, amarelo, azul e vermelho);
  • Busca de estabelecer harmonia, tranqüilidade, pureza e equilíbrio nas obras de arte;
  • Uso de formatos planos, grandes, simples e com traços largos;
  • Intenção de demonstrar sentimentos nas obras;
  • Temas preferidos: cenas urbanas e rurais, retratos, ambientes internos, nus e cenas ao ar livre.
Fauvismo: Henri Matisse - A Dança

Fauvismo: Henri Matisse – A Dança

Expressionismo

Nasceu na Alemanha, enquanto o mundo enfrentava a guerra. As artes desse período/movimento, mostram críticas sociais, políticas e estados psicológicos bem definidos.

Expressionismo: Munch - O Grito

Expressionismo: Munch – O Grito

Cubismo

Nasceu em 1907 na França. Cor moderada e formas predominantemente geométricas e desestruturadas. Além de apreciar a obra, era preciso decifrar.

Cubismo: Pablo Picasso - Still Life with mandolin and Guitar

Cubismo: Pablo Picasso – Still Life with mandolin and Guitar

Futurismo

Nasceu em 1907 na Itália e tem como principais características:

  • Desvalorização da tradição e do moralismo;
  • Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
  • Defesa de uma ligação entre as artes plásticas e o mundo moderno;
  • Propaganda como principal forma de comunicação;
  • Pinturas com uso de cores vivas e contrastes.
  • Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a ideia de movimento e dinamismo;
Futurismo: Umberto Boccioni - Simultaneous Visions

Futurismo: Umberto Boccioni – Simultaneous Visions

De Stijl 

Também conhecido como Neoplasticismo, esse movimento influenciou a pintura e a arquitetura. Além de movimento artístico, é considerado uma teoria da arte. Seu período foi entre 1917 e 1920 e suas principais características foram:

  • Arte Abstrata.
  • Valorização das formas geométricas.
  • Uso de linhas horizontais e verticais. As linhas oblíquas e curvas não são utilizadas nas obras do Neoplasticismo.
  • Ênfase no uso de cores puras: vermelho, amarelo e azul.
  • Busca de senso de equilíbrio e harmonia.
De Stijl: Piet Mondrian -Composição com grade I

De Stijl: Piet Mondrian -Composição com grade I

Construtivismo 

Surgido na Rússia depois da Revolução Soviética, a arte era encarada não tanto como representação e mais como construção, o que aproximou arte e arquitetura. O movimento começou derivado da colagem e evoluiu para esculturas tridimensionais que usavam muito ferro, vidro, madeira e aço. Esse foi um dos primeiros movimentos que influenciaram muito o design gráfico. A primeira vez que o termo foi usado na arte, foi em 1917 por Malevich pra descrever o trabalho do russo Aleksandr Rodchenko.

Construtivismo: Aleksandr Rodchenko

Construtivismo: Aleksandr Rodchenko

Surrealismo

Em 1920, mais um movimento com origem na França. Esse movimento foi fortemente influenciado pelas teses psicanalíticas de Freud e exploram o inconsciente humano. O movimento marcou a libertação da mente da lógica imposta e dos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade.

Surrealismo: Dali - A Persistência da Memória

Surrealismo: Dali – A Persistência da Memória

Expressionismo abstrato

Foi o primeiro movimento americano a ter influência mundial e que inseriu NY no centro do mundo artístico, lugar ocupado por Paris por décadas. O termo foi usado pela primeira vez em 1952 e esse movimento mistura a intensidade emocional do expressionismo e a estética de escolas abstratas da Europa como futurismo, Bauhaus e cubismo estético.

Expressionismo abstrato: Jackson Pollock - Blue Poles

Expressionismo abstrato: Jackson Pollock – Blue Poles

Pop-Art 

Na década de 1950, esse movimento foi desenvolvido entre a Inglaterra e os Estados Unidos. Foi uma reação artística ao movimento do expressionismo abstrato. No pop-art, a inspiração era a cultura de massas e a abordagem era irônica ao se referir à vida consumista, latas de refrigerante, alimentos populares, histórias em quadrinho e ídolos pop.  Cores fortes eram a grande característica e muitas vezes técnicas de colagem eram utilizadas.

Pop-art: Andy Warhol - Marilyn Monroe

Pop-art: Andy Warhol – Marilyn Monroe

Minimalismo

Nascido nos EUA na década de 60, o movimento tem como características:

  • Elaboração de obras (pinturas, esculturas, músicas, peças de teatro) com a utilização do mínimo de recursos;
  • Utilização de poucas cores nas pinturas;
  • Nas artes plásticas, destaque para o uso de formas geométricas com repetições simétricas;
  • Criação de músicas com poucas notas musicais, valorizando a repetição sonora.
Minimalismo: Sol Lewitt - Wall Structure Blue

Minimalismo: Sol Lewitt – Wall Structure Blue

Arte Conceptual

A arte conceptual (ou conceitual) foi uma manifestação presente nas décadas de 60 e 70 e o nome já diz muito. Nessa arte, o conceito é mais importante que o objeto em si. Por tratar-se de uma teoria muito democrática, é difícil delimitar uma manifestação que seja exclusivamente conceitual. Pode ser uma tela, uma fotografia, um poema ou qualquer outra obra em que o elemento principal seja a ideia e não o objeto. O principal das artes conceituais não é palpável. É comum que artistas conceituais se recusem a fazer arte que sejam encaradas como objetos de luxo, indo contra os primórdios das artes, quando ter obras de arte era sinônimo de status.

Principais características:

  • Valorização do conceito e da ideia da obra de arte, que se tornam mais importantes do que o objeto e sua representação física.
  • Uso de diversos meios como, por exemplo, performances, instalações artísticas, vídeos, textos e fotografias.
  • Forte desenvolvimento da arte ambiental, arte postal e grafite (principalmente em área públicas).
  • Ideal de volta do figurativismo (arte figurativa), valorizando a forma humana, elementos da natureza e objetos criados pelo homem.
  • Rompimento com o formalismo artístico.
Arte Conceptual: Joseph Kosuth - Uma e três cadeiras

Arte Conceptual: Joseph Kosuth – Uma e três cadeiras

Pós-Moderno

No pós-modernismo a poética precisa ser mais forte que a estética, seguindo a linha da arte conceitual. Tudo pode, mas nem tudo convém. Ainda é um movimento com poucas teorias sólidas, por ser mais recente, mas a arte contemporânea tem como principal característica a poesia, a teoria, o conceito. E as fronteiras entre as linguagens artísticas não são tão rígidas, tudo se confunde…

Espero que tenham curtido esse post tanto quanto eu gostei de fazer…

Bom final de semana!

Principais fontes: Sua Pesquisa | InfoEscola | Wikipedia

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05 abr, 2016

O legado de Zaha Hadid

Quinta-feira, dia 31 de março, perdemos mais um nome que passou por esse mundo deixando um legado imenso. Zaha Hadid ficou conhecida internacionalmente por projetos ousados e, em grande parte, identificados com a corrente desconstrutivista – uma tendência da arquitetura pós moderna que surgiu a partir dos anos 60, como uma crítica ao excesso de funcionalidade da arquitetura moderna, onde o conceito principal era o de forma e função. No pós modernismo prevalece o impacto visual. Nascida no Iraque e radicada em Londres, na Inglaterra, ela foi a primeira arquiteta a ganhar o prêmio Pritzker, o Oscar da arquitetura, em 2004. Um dos nomes mais celebrados (e polêmicos) da arquitetura contemporânea, Zaha era conhecida antes do prêmio por seus extraordinários esboços/pinturas de projetos nunca executados.

Zaha Hadid

Zaha Hadid

As curvas monumentais, os ângulos dramáticos e o concreto tratado com uma plasticidade hipnotizante, são algumas das características que provam que suas obras eram moldadas pelo contexto em que se apresentavam, e que sua arquitetura era também pensada com uma forma de expressão artística. “Minhas idéias vêm da observação do lugar, da natureza, das pessoas se movendo pela cidade. É sempre como as pessoas se movem pelo espaço, como o público vai usar o espaço”, afirmou a iraquiana. Ciência e natureza sempre foram grandes fontes de inspiração. Hadid pensava sua obra arquitetônica como elemento sensorial, capaz de provocar coreografias espontâneas no público. Preferia sempre desenhar passarelas no lugar de corredores ou escadas. Segundo ela, as pessoas se interessavam por projetos que fizessem a fantasia se tornar realidade. A arquitetura feita poesia.

Separei algumas obras dela pra vocês entenderem o porquê de tanto reconhecimento:

Corpo de Bombeiros Vitra, na Alemanha

Corpo de Bombeiros Vitra, na Alemanha, sua primeira obra com reconhecimento. Construído em 1993, foi o ponto de partida pra conquista do mercado europeu e pra destruição de qualquer barreira geográfica. Seu trabalho alcançou os mais diversos lugares do planeta.

 

Sede da BMW em Leipzig, Alemanha

Sede da BMW em Leipzig, Alemanha

 

Centro Aquático de Londres - para as Olimpíadas de 2012.

Centro Aquático de Londres – para as Olimpíadas de 2012.

 

Centro Cultural Heydar Aliyev no Azerbaijão

Centro Cultural Heydar Aliyev no Azerbaijão

 

Parque Dongdaemun em Seoul

Parque Dongdaemun em Seoul

 

Museu Maxxi em Roma

Museu Maxxi em Roma, que desde a sua construção, se tornou uma espécie de praça, um campus cultural e urbano, ponto de encontro de pessoas de todas as idades. Esse era, para ela, um dos pontos mais empolgantes de sua obra.

 

Bergisel Ski Jump na Áustria

Bergisel Ski Jump na Áustria

Apaixonada pelo design nas suas mais variadas vertentes, desenhou peças de mobiliário, sapatos e jóias. Seu último trabalho foi uma coleção de jóias em prata de lei para a joalheria Georg Jensen, que teve como inspiração o complexo com três torres comerciais localizado no distrito de Wangjing, na China, inaugurado em 2014 e projetado por ela.

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Wangjing Soho

 

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Peças da coleção Georg Jensen + Zaha Hadid

 

Modelo da Zaha para Melissa.

Modelo da Zaha para Melissa.

Ousada, nada convencional, talentosíssima, uma perda para a arquitetura mundial e um orgulho pra nós, mulheres, termos um nome tão forte nos representando de forma tão expressiva em uma área ainda muito masculina. Minha homenagem e meu respeito, Zaha. <3

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31 mar, 2016

Os sentimentos ilustrados de Jean-Paul Mallozzi

Jean-Paul Mallozzi é um americano de NY baseado hoje em Miami. Formado em design, ele chama atenção por suas ilustrações que dão formas e cores às emoções humanas. Energia, postura, linguagem corporal… Tudo isso é fonte de inspiração pro trabalho de Jean Paul que coleciona hoje dezenas de ilustrações que fazem a gente sentir o sentimento de seus personagens. Olhar sua arte é entrar no sentimento alheio… Pura sensibilidade e talento!

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É ou não é muito sentimento?

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