Arquitetura

Os prismas de Tokujin Yoshioka

Tokujin Yoshida é um designer de 49 anos e seu trabalho transcende as barreiras do design de produto, arquitetura, exposições e instalações. Tokujin é um artista. Com nomes de peso no seu portfólio, suas referências já mostram a importância artista dele: marcas como Hermés, BMW, Swarovski, Toyota, Lexus e museus como o Moma, o Pompidou, o Victoria and Albert Museum, Cooper Hewitt National Design Museum e o Vitra Design Museum. Desde que ganhou seu primeiro prêmio de design, em 1997, vem colecionando vários deles. Foi a cadeira de papel “Honey Pop” que fez com que seu trabalho fosse reconhecido no mundo inteiro.

Honey Pop Chair, de 2001

Honey Pop Chair, de 2001

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Tornado: instalação feita com 2 milhões de canudos transparentes

Tornado: instalação feita com 2 milhões de canudos transparentes

Depois de trabalhar por mais de 20 anos na empresa Issey Miyake e realizar grandes e importantes trabalhos, Yoshida abriu seu próprio atelier. Suas criações são enormes e encantam por onde passam, dono de um olhar único, virou referência na sua arte. Um dos projetos  mais impressionantes pra mim é a “rainbow church”, exibida no museu de arte contemporânea de Tóquio. A instalação é o primeiro pra um sonho do artista: uma igreja real construída com base na sua arquitetura. Uma fresta de mais de 9 metros de altura foi preenchida com prismas de cristais nas cores dos arco-íris. O efeito de luz é a coisa mais linda desse mundo!

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Rainbow Church

Crystal Forest pra fachada da Swarovski em Tokyo

Crystal Forest pra fachada da Swarovski em Tokyo

Para Cartier Time Art

Para Cartier Time Art

The Invisibles / Snowflake, 2010 - feito com prismas de plástico

The Invisibles / Snowflake, 2010 – feito com prismas de plástico

Air du temps pra Hermès

Air du temps pra Hermès

Tudo parece enorme e ao mesmo tempo muito delicado. Ele não é o primeiro artista japonês que me impressiona pela complexidade das obras. Os orientais realmente têm algo a mais…

Escultura, Pintura

A não-arte de Lygia Clark

Lygia Clark foi uma mulher que contribuiu enormemente pra arte no Brasil e eu sou simplesmente apaixonada pelo trabalho dela! Nascida em Belo Horizonte em 1920, começou a estudar arte somente em 1947 – já com 3 filhos e aos 27 anos – no Instituto Burle Marx (já falei sobre Burle Marx aqui) no Rio de Janeiro e foi ele próprio que ministrou as primeiras aulas de pintura que Lygia teria. Aos 30 foi para Paris, onde estudou com grandes artistas e se dedicou ao estudo de escadas e aos desenhos de seus filhos e onde também realizou seus primeiros óleos e fez sua primeira exposição, em 1952. Um ano depois, em 1953, ela voltou para o Rio de Janeiro.

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tumblr_lwvg5nGYiQ1r70t2xo1_1280Lygia, ao voltar para o Brasil, integrou o Grupo Frente que foi um grupo artístico brasileiro formado pelo artista Ivan Serpa. Ela era umas das mulheres mais influentes do grupo que aceitava artistas de todos os gêneros sob uma condição: a de questionar a arte, ir contra o formato da velha a academia de arte e estar disposto a quebrar barreiras e caminhar com os próprios pés. O grupo durou menos de 3 anos de forma natural, já que a maioria dos integrantes obtiveram tanto sucesso que naturalmente seguiram suas próprias carreiras individuais. Lygia rejeitou o título de artista enquanto viva, preferia ser vista como “propositora”.

"Quebra da Moldura"

“Quebra da Moldura”

Lygia foi muito conhecida e reconhecida pela relação próxima de suas artes (ou proposições, como ela preferia chamar) e terapias psicológicas. No período em que lecionava na universidade de artes plásticas de St Charles em Paris, fazia sessões de relaxamento e exercícios de sensibilização. Em uma de suas aulas de arteterapia, uma aluna desmaiou e Clark defendeu que a razão era uma falta de preparo psicológico por parte da aluna. Lygia acreditava no poder da cura através de pedras, terra e outros elementos da natureza. Caetano Veloso foi  muito próximo de Lygia Clark e diz que ela inspirou muito suas composições na época, conversou muito sobre seus interesses na arte plástica e fez longas sessões de terapia com ela na década de 70. A música “if you hold a stone” foi feita para ela.

A proposição abaixo, Baba Antropofágica, de 1973, foi realizada em Paris pela primeira vez, mas reproduzida muitas vezes até hoje. Uma pessoa deita de barriga pra cima e as outras têm carreteis de linha em suas bocas, vão tirando lentamente o fio e envolvendo a pessoa deitada, Clark encontrava poesia nas vísceras, nos fluidos corporais, inclusive na baba.

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Em 1961, ela ganhou o prêmio de melhor escultura na Bienal de São Paulo com uma das obras de sua série “bichos” que era composta de esculturas metálicas com formas geométricas que se articulavam por dobradiças e dependiam da participação do espectador. Essa série é considerada a obra prima de Clark, e pra ser entendida precisava de interação e de contato, assim como os bichos. Com um misto de construtivismo, geometria e organicidade, a série foi seu maior paralelo entre o orgânico e a arte. Lygia fazia arte pra que houvesse interação, pra que fosse tocada, pra que fizesse sentir.

Obras da série "Bichos", década de 60

Obras da série “Bichos”, década de 60

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A ideia de Lygia é que essas esculturas tivessem proporções monumentais e foi somente 50 anos depois da sua ideia, em 2013, que a Alison Jacques Gallery ajudou a realizar essa obra e a expôs na Art Basel.

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Em 66, Lygia começou o projeto “Objetos Sensoriais” onde ela trabalhava com objetos banais do cotidiano pra explorar a relação entre o corpo e a arte. As obras/proposições do projeto propunham experiências solitárias que buscavam autoconhecimento. Na proposição abaixo, cada máscara tinha cores e materiais diferentes, no lugar do olhos, os buracos eram costurados com vários ingredientes naturais, como sementes e ervas aromáticas. Perto das orelhas, alguns objetos eram integrados para aumentar a sensorialidade das máscaras.

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fonte: Panorama Crítico

fonte: Panorama Crítico

Lygia Clark contribuiu de uma forma imensurável pra arte no Brasil e no mundo, atingiu prestígio internacional e é sempre lembrada nas salas de aula, em conversas de profissionais do mundo da arte e até hoje suas proposições e experiências são reproduzidas. Sua fase sensorial foi alvo de muito fascínio e desperta curiosidade de muitos amantes da arte contemporânea de todas as idades. Sua importância foi reconhecida até pelo Google que no ano passado, no dia em que Lygia faria 95 anos, o doodle da página inicial era uma homenagem a ela e à série “bichos”.

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Morreu aos 67 anos, em 1988, vítima de um ataque cardíaco em casa. Não sei traduzir em palavras minha admiração por ela que se recusou a ser só uma, que transitou por diversas manifestações artísticas e que deixou um legado enorme e lindo pro Brasil e pro mundo. Autora de livros, pintora, escultora e, acima de tudo, uma pensadora, uma questionadora…

Admiração eterna. <3

Música

A lindeza que é “Me Espera”

Coisa boa é feita pra se espalhar, pra dividir, pra promover… Domingo passado minha cunhada lançou um clipe lindo de uma música igualmente linda e é impossível não dedicar um espaço aqui pra falar dele. Ainda mais quando a bateria é do Ju – sou uma esposa orgulhosa! A música é “me espera” e é o resultado de uma parceria incrível com o Tiago Iorc que é talentosíssimo, com tanta gente boa junta assim, não tinha como o saldo final não ser o mais positivo possível!

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Ninguém melhor que a própria Sandy pra falar desse clipe, então peguei um depoimento dela pra dividir aqui com vocês:

 “A música “Me espera” é uma parceria minha com o Tiago Iorc. Fala sobre desencontros, sobre como um relacionamento pode ter fases difíceis, em que nem nos reconhecemos mais, em que nos perdemos um pouco um do outro. Mas também fala sobre a esperança, sobre a resiliência, a vontade de fazer dar certo, de saber esperar o furacão passar e estar ali para o outro.

O clipe dessa música, dirigido pelo Rafael Kent, conta essa história através de metáforas e de imagens muito poéticas. O casal ali, o tempo todo de frente pro outro, mas sem conseguir se “encontrar”no olhar do outro, a água em excesso, que acaba não conseguindo escoar, a cadeira que balança sozinha, o vento que leva a cortina em descontrole, a água em ebulição sobre o fogo etc. E, no final, os olhos que, finalmente, se encontram e a certeza de que, apesar de tudo, eles estão ainda ali.  Fiquei muito contente com o resultado e sinto que, de alguma maneira, conseguimos tocar o coração de muita gente. E isso é o mais importante.”

Lindo e muito sensível, quem não viu ainda, dá play:

Como não amar??

Fotografia

André Kertész e suas distorções

André Kertész foi um fotógrafo e jornalista nascido na Hungria, mas com carreira solidificada em NYC, onde morreu em 1985 aos 91. Um fotógrafo genial que, infelizmente, só obteve reconhecimento mais internacional depois da sua morte. Em uma época sem recursos digitais, sua série “distortion” é uma das suas obras mais impressionantes. São mais de 200 nus femininos encantadoramente distorcidos com reflexos e espelhos, o resultado é fascinante quando imaginamos os poucos recursos que ele tinha à disposição na época.

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A série é de 1933, mas seu fascínio pela distorção começou em 1917 quando fotografou uma nadadora embaixo d’água. André clicou nus distorcidos até um ano antes de sua morte, em 1984, quando encheu um quarto vazio de espelhos em Paris e fez os últimos cliques da sua vasta série que, em 1920 obteve o primeiro reconhecimento quando ilustrou a capa da revista VU. Um fato curioso sobre ele é que, apesar de ter vivido longos períodos entre os Estados Unidos e a França, ele nunca aprendeu outro idioma além do seu idioma natal. Isso fez com que a fotografia representasse mais que arte pra ele, fotografar era sua forma principal de expressão.

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Acho que aqui entramos mais vez na questão do último post, né? Recurso não é nada, talento é tudo.

Ilustração

Juan Francisco Casas só precisa de uma BIC

O espanhol Juan Francisco Casas elevou o nível da arte com poucos recursos a um outro patamar. Sim… Ele faz desenhos impressionantemente realistas usando apenas uma… CANETA BIC. Sim. Ele se formou na Belas Artes de Granada, na Espanha e já morou na Alemanha, na França e no Reino Unido e já expôs sua arte em dezenas de países do mundo todo… Com uma vasta experiência acadêmica como aluno e professor, Casas tem um currículo extenso de exposições colaborativas e solo, palestras, workshops, publicações e etc.

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Essas duas obras foram feitas utilizando óleo sobre tela e estavam na última edição da SP-Arte

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Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

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Gente… Uma caneta BIC. É quase inacreditável!

Cultura

A arte moderna simplificada

Achei esse vídeo por acaso enquanto passeava pela internet e AMEI! Deviam incluir nas aulas de história da arte, vou dividir com vocês e depois falar um pouco de cada movimento que o vídeo explorou pra vocês verem quão genial é a pessoa que fez essa animação super didática de um assunto às vezes tão confuso pras pessoas…

Impressionismo

  • Ênfase nos temas da natureza, principalmente paisagens;
  • Uso de técnicas de pintura que valorizam a luz natural;
  • Valorização da decomposição das cores;
  • Pinceladas soltas buscando os movimentos da cena retratada;
  • Uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas.
Obra impressionista: Claude Monet - Sunrise

Impressionismo: Claude Monet – Sunrise

Pontilhismo 

O pontilhismo é uma técnica de pintura que consiste em usar pontos coloridos próximos uns dos outros e sem espaços em branco. A técnica foi denominada um movimento artístico por muitos historiadores e começou no início do século XX, fortemente influenciada pelo impressionismo.

Pontilhismo: George Seurat - Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte

Pontilhismo: George Seurat – Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte

Art Nouveau

Nasceu na França em 1980 e ultrapassou a barreira da pintura, influenciando a arquitetura, o design e a arte de móveis. Características:

  • Utilização de materiais como, por exemplo, vidro, madeira e cimento.
  • Relação com a produção industrial em série.
  • Uso dos conhecimentos físicos e matemáticos.
  • Valorização da lógica e do conhecimento racional.
  • No âmbito social, a art nouveau está muito ligada ao desenvolvimento da burguesia industrial.
  • Oposição ao movimento romântico e à valorização das expressões sentimentais nas artes.
  • Busca da massificação das artes plásticas através da valorização dos processos industriais.
  • Valorização de temas ligados à natureza (plantas, flores, árvores e animais), retratados com linhas em movimento, dando valor às formas.
  • A figura feminina (imagens de mulheres) é muito retratada nas pinturas e ilustrações. – Uso de arabescos em ilustrações.
  • Uso de cores com tonalidades frias nas pinturas.
Art Nouveau: Klimt - A Árvore da Vida

Art Nouveau: Klimt – A Árvore da Vida

Fauvismo

Esse movimento também nasceu da França e a origem é a palavra francesa fauves que singnifica feras, tem características expressionistas e também:

  • Uso de cores intensas (rojo, verde, amarelo, azul e vermelho);
  • Busca de estabelecer harmonia, tranqüilidade, pureza e equilíbrio nas obras de arte;
  • Uso de formatos planos, grandes, simples e com traços largos;
  • Intenção de demonstrar sentimentos nas obras;
  • Temas preferidos: cenas urbanas e rurais, retratos, ambientes internos, nus e cenas ao ar livre.
Fauvismo: Henri Matisse - A Dança

Fauvismo: Henri Matisse – A Dança

Expressionismo

Nasceu na Alemanha, enquanto o mundo enfrentava a guerra. As artes desse período/movimento, mostram críticas sociais, políticas e estados psicológicos bem definidos.

Expressionismo: Munch - O Grito

Expressionismo: Munch – O Grito

Cubismo

Nasceu em 1907 na França. Cor moderada e formas predominantemente geométricas e desestruturadas. Além de apreciar a obra, era preciso decifrar.

Cubismo: Pablo Picasso - Still Life with mandolin and Guitar

Cubismo: Pablo Picasso – Still Life with mandolin and Guitar

Futurismo

Nasceu em 1907 na Itália e tem como principais características:

  • Desvalorização da tradição e do moralismo;
  • Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
  • Defesa de uma ligação entre as artes plásticas e o mundo moderno;
  • Propaganda como principal forma de comunicação;
  • Pinturas com uso de cores vivas e contrastes.
  • Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a ideia de movimento e dinamismo;
Futurismo: Umberto Boccioni - Simultaneous Visions

Futurismo: Umberto Boccioni – Simultaneous Visions

De Stijl 

Também conhecido como Neoplasticismo, esse movimento influenciou a pintura e a arquitetura. Além de movimento artístico, é considerado uma teoria da arte. Seu período foi entre 1917 e 1920 e suas principais características foram:

  • Arte Abstrata.
  • Valorização das formas geométricas.
  • Uso de linhas horizontais e verticais. As linhas oblíquas e curvas não são utilizadas nas obras do Neoplasticismo.
  • Ênfase no uso de cores puras: vermelho, amarelo e azul.
  • Busca de senso de equilíbrio e harmonia.
De Stijl: Piet Mondrian -Composição com grade I

De Stijl: Piet Mondrian -Composição com grade I

Construtivismo 

Surgido na Rússia depois da Revolução Soviética, a arte era encarada não tanto como representação e mais como construção, o que aproximou arte e arquitetura. O movimento começou derivado da colagem e evoluiu para esculturas tridimensionais que usavam muito ferro, vidro, madeira e aço. Esse foi um dos primeiros movimentos que influenciaram muito o design gráfico. A primeira vez que o termo foi usado na arte, foi em 1917 por Malevich pra descrever o trabalho do russo Aleksandr Rodchenko.

Construtivismo: Aleksandr Rodchenko

Construtivismo: Aleksandr Rodchenko

Surrealismo

Em 1920, mais um movimento com origem na França. Esse movimento foi fortemente influenciado pelas teses psicanalíticas de Freud e exploram o inconsciente humano. O movimento marcou a libertação da mente da lógica imposta e dos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade.

Surrealismo: Dali - A Persistência da Memória

Surrealismo: Dali – A Persistência da Memória

Expressionismo abstrato

Foi o primeiro movimento americano a ter influência mundial e que inseriu NY no centro do mundo artístico, lugar ocupado por Paris por décadas. O termo foi usado pela primeira vez em 1952 e esse movimento mistura a intensidade emocional do expressionismo e a estética de escolas abstratas da Europa como futurismo, Bauhaus e cubismo estético.

Expressionismo abstrato: Jackson Pollock - Blue Poles

Expressionismo abstrato: Jackson Pollock – Blue Poles

Pop-Art 

Na década de 1950, esse movimento foi desenvolvido entre a Inglaterra e os Estados Unidos. Foi uma reação artística ao movimento do expressionismo abstrato. No pop-art, a inspiração era a cultura de massas e a abordagem era irônica ao se referir à vida consumista, latas de refrigerante, alimentos populares, histórias em quadrinho e ídolos pop.  Cores fortes eram a grande característica e muitas vezes técnicas de colagem eram utilizadas.

Pop-art: Andy Warhol - Marilyn Monroe

Pop-art: Andy Warhol – Marilyn Monroe

Minimalismo

Nascido nos EUA na década de 60, o movimento tem como características:

  • Elaboração de obras (pinturas, esculturas, músicas, peças de teatro) com a utilização do mínimo de recursos;
  • Utilização de poucas cores nas pinturas;
  • Nas artes plásticas, destaque para o uso de formas geométricas com repetições simétricas;
  • Criação de músicas com poucas notas musicais, valorizando a repetição sonora.
Minimalismo: Sol Lewitt - Wall Structure Blue

Minimalismo: Sol Lewitt – Wall Structure Blue

Arte Conceptual

A arte conceptual (ou conceitual) foi uma manifestação presente nas décadas de 60 e 70 e o nome já diz muito. Nessa arte, o conceito é mais importante que o objeto em si. Por tratar-se de uma teoria muito democrática, é difícil delimitar uma manifestação que seja exclusivamente conceitual. Pode ser uma tela, uma fotografia, um poema ou qualquer outra obra em que o elemento principal seja a ideia e não o objeto. O principal das artes conceituais não é palpável. É comum que artistas conceituais se recusem a fazer arte que sejam encaradas como objetos de luxo, indo contra os primórdios das artes, quando ter obras de arte era sinônimo de status.

Principais características:

  • Valorização do conceito e da ideia da obra de arte, que se tornam mais importantes do que o objeto e sua representação física.
  • Uso de diversos meios como, por exemplo, performances, instalações artísticas, vídeos, textos e fotografias.
  • Forte desenvolvimento da arte ambiental, arte postal e grafite (principalmente em área públicas).
  • Ideal de volta do figurativismo (arte figurativa), valorizando a forma humana, elementos da natureza e objetos criados pelo homem.
  • Rompimento com o formalismo artístico.
Arte Conceptual: Joseph Kosuth - Uma e três cadeiras

Arte Conceptual: Joseph Kosuth – Uma e três cadeiras

Pós-Moderno

No pós-modernismo a poética precisa ser mais forte que a estética, seguindo a linha da arte conceitual. Tudo pode, mas nem tudo convém. Ainda é um movimento com poucas teorias sólidas, por ser mais recente, mas a arte contemporânea tem como principal característica a poesia, a teoria, o conceito. E as fronteiras entre as linguagens artísticas não são tão rígidas, tudo se confunde…

Espero que tenham curtido esse post tanto quanto eu gostei de fazer…

Bom final de semana!

Principais fontes: Sua Pesquisa | InfoEscola | Wikipedia

Alimentação

Vamos cozinhar? por Carol Viesi

Dando sequencia, e cumprindo com o prometido, selecionei algumas receitas fáceis, nutritivas e vegetarianas pra vocês. Espero que gostem!

Tortinha de tofú cremoso e shitake

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Ingredientes:

  • 3 colheres de sopa rasa de farinha de arroz
  • 2 colheres de sopa rasa de quinoa em flocos (ou aveia em flocos finos)
  • 1 colher de sobremesa de azeite (ou óleo de coco)
  • 3 colheres de sopa de água (ou o suficiente para unir os ingredientes)
  • Pitada de sal rosa
  • Cúrcuma a gosto
  • Zattar a gosto (ou outro mix de especiarias)
  • Gergelim a gosto
  • Cogumelos shitake temperados e refogados a gosto

Modo de Preparo:

Misture muito bem com um garfo todos os ingredientes. Coloque a massinha em uma forma pequena de quiches ou tortas e leve ao forno por 10 min. Enquanto isso, bata bem (também com um garfo) 1 fatia grossa de tofu, 1 colher de sopa de pasta de castanha e sal. Para os cogumelos, basta refogar c/ temperos que goste. Após retirar a massinha do forno, coloque por cima o creme de tofú, os cogumelos e enfeite c/ ervas frescas. Pode ser acompanhada por uma salada!

Cookies macios

fonte: acozinhadaovelhanegra.com

fonte: acozinhadaovelhanegra.com

Ingredientes:

  • 1/2 xícara de chá de aveia em flocos
  • 1/2 xícara de coco ralado
  • Um pouco menos de 1/4 xícara de melado de cana
  • 3 colheres de sopa não muito cheia de cacau em pó
  • 2 colheres de sopa de cacau nibs
  • 2 colheres sobremesa de manteiga de coco (ou manteiga ghee, ou óleo de coco)
  • 1 ovo orgânico

Modo de Preparo:

Junte todo o seu amor e energias boas com os ingredientes à cima e misture com as pontas dos seus dedos. Pré aqueça o forno e coloque papel manteiga em uma assadeira. Com as mãos, faça formatos que bolas achatadas, deixando-as mais grossas. Leve ao forno por 15 minutos apenas. Eles ficam macios, e essa é a graça! Você não vai conseguir esperar esfriar, te garanto.

Ótima opção de lanchinhos para adultos e crianças! Um concentrado de fibras, vitaminas e minerais, gordura boa, antioxidantes…

Hambúrguer de quinoa

fonte: www.receitasanamaria.net

fonte: www.receitasanamaria.net

Ingredientes:

  • 3 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1 e ½ xícara (chá) de cebola roxa picada
  • 1 xícara (chá) de alho-poró finamente picado
  • 1 xícara (chá) de Quinua Orgânica em Grãos cozida (conforme preparo básico da embalagem, a partir de ¾ xícara (chá) de quinua crua)
  • 2 xícaras (chá) de cenoura ralada
  • 1 xícara (chá) de couve-flor picada
  • ½ xícara (chá) de tofu firme
  • ½ xícara (chá) de salsinha picada
  • 1 colher (sopa) de shoyu natural ou missô
  • ½ xícara (chá) de cebolinha picada
  • ¼ de xícara (chá) de Farinha de Linhaça Integral
  • ¼ de xícara (chá) de Gergelim Integral

 Modo de Preparo:

Coloque o azeite em uma frigideira grande e salteie a cebola roxa com o alho-poró por 10 minutos em fogo médio, mexendo constantemente ou até a cebola ficar transparente. Desligue o fogo e adicione os demais ingredientes aos poucos (exceto a linhaça e o gergelim). Amasse com as mãos, até formar uma massa homogênea e firme. Molde os hambúrgueres com aproximadamente 10 cm de diâmetro e 1,5 cm de altura. Para empaná-los, primeiramente coloque a linhaça e o gergelim e em um prato raso, passe os hambúrgueres, um a um, nesta mistura e disponha-os em uma assadeira. Leve-os para assar em forno médio preaquecido (180ºC) por 20 minutos.

Espero que tenham gostado! Façam e compartilhem com a gente <3

 

Carol é nutricionista, especialista em Personal Diet, pós graduanda em Nutrição Clínica Funcional, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, associada ao Slow Food e membro do Slow Food Campinas.

Carol é nutricionista, especialista em Personal Diet, pós graduanda em Nutrição Clínica Funcional, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, associada ao Slow Food e membro do Slow Food Campinas.

Moda

Fashion Revolution: Quem fez minhas roupas?

Já ouviram falar da Fashion Revolution Week? Bom, eu explico… É uma iniciativa global que tá rolando desde o dia 18 e vai até o dia 24. É um movimento que se preocupa com a origem das roupas, que acredita na sustentabilidade da indústria da moda, que valoriza as pessoas que trabalham e estão por trás das confecções e que respeita o meio ambiente. A ideia é chamar atenção para as empresas que trabalham de forma transparente e pressionar as que não são tão transparentes para que nos conte quem está fazendo as roupas por trás das etiquetas.

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Esse movimento é uma iniciativa de líderes da moda sustentável , artistas, acadêmicos e imprensa que estão engajados na causa e preocupados com o tema. A primeira edição da “Fashion Revolution Week” foi em 2013, depois do dia 24 de abril, quando um prédio em Bangladesh desabou matando mais de 1100 funcionários da indústria e ferindo mais de 2500… No ano passado, mais de 70 países ao redor do mundo abraçaram a causa e a principal hashtag da semana sempre é #whomademyclothes (em português #quemfezminhasroupas). É uma tema que eu me interesso MUITO e acho importantíssimo que a gente se preocupe, já falei aqui sobre minha carteira e o que ela diz sobre o assunto e falei também sobre um documentário aqui no blog que é obrigatório pra quem estiver disposto a sair da zona de conforto e se informar sobre o tema. É preciso estar curioso. Quem fabricou? De onde veio o algodão? Onde fica a fábrica? Quem está costurando? Quais são as condições de trabalho?

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Neste semana, o fashion revolution day acontece em diversas cidades do país… Um ato simbólico é vestir a roupa do avesso para expor a etiqueta, valorizar a costura da roupa e quem costurou e questionar… Quem fez minha roupa? Se puder, poste uma foto com a pergunta e a etiqueta no dia 24, quando 3 anos se completam desde a tragédia em Bangladesh. Nestes dias da semana espalhados pelo Brasil, palestras, seminários, debates, bazares e outras ações acontecem simultaneamente para levantar o tema e trazê-lo para o centro da discussão em meio à revolução fast fashion. Quem tiver a oportunidade de ir em algum desses eventos, eu recomendo que vá… Ouça, se interesse, pesquise, valorize empresas com produção ética, transparente, humana e sustentável.

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Já rolaram eventos em Florianópolis, Curitiba e Salvador. Ainda vai rolar nas cidades abaixo (para saber a programação, clica no nome da cidade):

Cultura

19 de abril: dia do Índio

Dia 19 de abril é dia do Índio e não posso deixar passar batido. Hoje as principais populações indígenas, segundo a FUNAI, são: Tikuna, no Amazonas, Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul e os Kaingang, no Sul do país. Com todo o respeito do mundo, busquei algumas informações sobre cada uma – se ouve falar tanto sobre as Kardashians e tão pouco sobre as tribos do nosso país, acho justo que a gente busque informação.

Tikuna: a história da nossa maior população indígena foi marcada por muita violência na entrada de madeireiros, seringueiros e pescadores na região do rio Solimões. Apenas em 1990 eles conseguiram reconhecimento oficial de todas as sua terras, mas ainda lutam pela sustentabilidade econômica e ambiental. 42 das 59 aldeias Tikunas existentes no Brasil, estão no Amazonas. Há aldeias ainda no Peru e na Colômbia. No lado brasileiro, a língua Tikuna é amplamente falada, são raros os casos em que as famílias não ensinam a língua aos seus filhos desde cedo, no entanto a complexidade é um desafio para alguns Índios que, localizados em sua maioria ao longo do Rio Solimões, migram para Manaus e precisam lidar com o português.

Índios Tikuna em ritual

Índios Tikuna durante ritual

Cada família tem sua roça, nela trabalham todos os integrantes da família. Sobrevivem da pesca e da agricultura… Entre os produtos mais plantados estão a mandioca, a banana, o abacaxi, milho, cana e melancia. O excedente do consumo é comercializado.

Uma das tribos mais ricas culturalmente, o acervo artístico Tikuna conta com máscaras cerimoniais, bastões de dança esculpidos, pintura em entrecascas de árvores, estatuetas zoomorfas, cestaria, cerâmica, tecelagem, colares com figuras esculpidas em tucumã, muita música e muitas histórias literárias. O artesanato em tecelagem conta com o tingimento de corantes obtidos de mais de 15 plantas tintórias.

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Guarani Kaiowá: O modo de ser guarani é sustentado sobre três pilares: o homem e sua fala, seu avô e seus ancestrais míticos comuns e o comportamento social sustentado em arsenal mítico e ideológico. Muito espirituais, os Guarani-Kaiowá são hoje 31.000 índios localizados no Mato Grosso do Sul. É um povo extremamente afetado pela ganância humana, desde 1920 suas terras são desapropriadas para derrubada de matas para implantação de empresas agropecuárias. A partir do final década de 70,  o povo Guarani-Kaiowá passou a resistir mais bravamente às retiradas e vem lutando para conseguir suas terras de volta. Até 2003, 16 territórios foram recuperados. Muito diálogo com o governo federal, muitas lutas e muita briga  judicial está rolando até hoje para que os índios tenham apenas o que lhes é de direito. Eles chegaram muito antes de todos nós e são vítimas da brutalidade da nossa sociedade.

Imagem triste durante a evacuação de uma terra indígena Guarani-Kaiowá para instalação de uma hidrelétrica

Imagem triste durante a evacuação de uma terra indígena Guarani-Kaiowá para instalação de uma hidrelétrica

Os Guaranis-Kaiowá se agrupam por famílias e essa é a estrutura produtiva deles e as tarefas são  dividas por sexo. Homens casam entre os 16 e os 18 anos. As mulheres casam depois da segunda ou terceira menstruação (aproximadamente entre os 14 e 17 anos), na primeira menstruação as meninas têm seus cabelos cortados e ficam resguardadas por semanas. Após o casamento, o novo casal passa a morar na casa do pai da mulher.

É entre os Guaranis-Kaiowá a maior presença de missionários brasileiros. Diversas organizações católicas e evangélicas atuam na área indígena no Mato Grosso do Sul.

Ainda que pratiquem a caça e a pesca, a principal atividade econômica é a agricultura. Milho, mandioca, batata doce, cana-de-açucar, abóbora, arroz, feijão e algumas espécies utilizadas como remédios. O povo Guarani é um povo muito sábio e aplica sua sabedoria para otimizar o uso da terra e dos recursos naturais, conhecem profundamente as sementes, as plantas e suas funções. Os Guarani-Kaiowá sofrem muita influência da tecnologia moderna por terem fácil acesso ao mundo globalizado, mas mantém suas atividades tradicionais.

Kaingang: Divididos entre os estados do RS, SC, PR e SP, são a terceira etnia indígena mais populosas do país e falam uma língua pertencente à família do Jê. É muito comum ver famílias Kaingang habitando zonas urbanas próximas às terras indígenas, o que dificulta um pouco o trabalho do CENSO para mensurar o real tamanho da população. Com um índice migratório elevado, muitos Kaingangs estão trabalhando em fazendas e sítios como trabalhadores altamente qualificados. Dentro da comunidade, há uma hierarquia bem definida: na terra indígena, o cacique toma as decisões externas e o vice-cacique é o responsável por projetos e transferências. Já dentro de cada aldeia há um capitão que cuida da manutenção da ordem e um soldado responsável pelas punições.

O centro da vida ritual entre os Kaingang é ocupado pelo ritual de culto aos mortos. O xamanismo Kaingang é uma relação esteira que os índios estabelecem entre sociedade, natureza e sobrenatureza. O xamã é um mediador que atua nas relações entre o domínio do natural e sobrenatural. É denominado xamã devido a sua reputação especialmente em virtude das suas habilidades de cura e capacidade de ver e saber o conhecimento.

A cultura Kaingang organizou-se sobre uma economia baseada na caça, pesca, coleta e agriultura complementar. Hoje a agricultura é o elemento básico da economia Kaingang.

O grafismo Kaingang é uma manifestação artística muito característica. Os grafismos aparecem em uma grande variedade de suportes como trançados, tecidos, armas, utensílios de cabaça, cerâmica, troncos de pinheiros, etc. e nos corpos dos Kaingang.

Artesanato Kaingang

Artesanato Kaingang

O desrespeito e descaso contra os povos indígenas do Brasil são históricos, muitas etnias já foram dizimadas e muitas aldeias não têm condições sequer de cultivar seus próprios alimentos. Os índios precisam de apoio nas lutas pelos seus direitos. Isso é muito sério!

Aproveitando, eu e o Ju fomos convidados para endossar uma campanha de uma marca de joias pra levantar fundos pra doar alimentos e ajudar no sustento da tribo Guarani-Kaiowá do MS que está em fase crítica e sem condições para sua própria sobrevivência. Eles precisam de ajuda. Quem também puder ajudar com doações, entre em contato pelo e-mail: doacao@carolmacea.com.br – no final do mês de abril a doação será feita.

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Fontes: Povos Indígenas no Brasil | FUNAI

Moda

Jum Nakao e “A Costura do Invisível”

“A costura do invisível” foi a coleção do Jum Nakao para o SPFW de 2004. Na época eu ainda morava no Rio Grande do Sul e cursava faculdade de moda, fiquei muitos dias impactada com esse desfile. Ali, talvez, tenha sido o início de um conflito que tenho com a moda que já me rendeu muitas e muitas horas de reflexões internas…Qual o real valor da moda, das roupas e sobre ser ou não ser a manifestação de arte que eu buscava. Porque a moda, pra mim, era pra ser arte antes de qualquer coisa, uma forma de expressão, mas qual a real relação do mundo com a moda?

Jum Nakao, 49 anos, brasileiro, designer e diretor de criação.

Jum Nakao, 49 anos, brasileiro, designer e diretor de criação.

Eu não sou uma consumidora frenética do mercado da moda, eu não consumo nem roupas e nem informações suficientes do mercado, mas gosto do assunto, só não consigo – e nem quero – acompanhar e nem concordar com o ritmo frenético das coisas, prefiro que seja mais slow, mais humano. Com o tempo, vou dividindo aqui com vocês o que me prende a atenção e me marca nesse mundo (na tag de moda já tem algumas coisas). Esse desfile já foi há 12 anos, mas as coisas que nos marcam são atemporais e não têm prazo de validade.

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Foram mais de 700 horas de trabalho, picotadas pelas próprias modelos em alguns poucos minutos na passarela. Essa é uma forma de materializar e ilustrar de forma muito real a efemeridade da moda. Foram 182 dias de muito trabalho e muito segredo. No dia 19 de junho de 2004, as modelos entravam na passarela com trajes e adornos inspirados na moda do século XIX num trabalho extremamente delicado e encantador.

Na entrada final, a que todas as modelos entram juntas com seus modelos desfilados individualmente, todas elas se posicionaram diante do público de mais de 1000 pessoas e em uma reviravolta sonora, elas rasgaram toda a obra de arte que vestiam e assim, naquele momento, marcaram a moda brasileira pra sempre. Foi a forma que Nakao encontrou de protestar contra o consumismo exagerado, desnecessário e avassalador. O público ficou estarrecido diante daquela manifestação de raiva e tristeza. Inesquecível!

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Foi meia tonelada de papel vegetal milimetricamente entalhados manualmente pra simular renda. As modelos desfilaram com perucas iguais às dos bonecos playmobil – o que também ajudou a provocar um contraste intrigante. O nome do desfile – que mais foi uma performance – foi intitulado “A Costura do Invisível”. Com essa obra Nakao recebeu o título de desfile da década do SPFW e foi considerado um dos maiores do século pelo Museu de Moda da França.

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Essa história foi tão forte que virou um DVD lançado em 2011. Nele é possível ver a tensão, os bastidores, o desfile, depoimentos… Ao ser questionado se foi um exercício de desapego ver sua obra sendo liquidada na frente dos seus olhos, ele não hesita em dizer que não tinha apego por aquele trabalho e aquelas peças. O objetivo era provocar o choque, o questionamento. Até hoje esse episódio é citado em salas de aula do país inteiro. Achei o desfile no YouTube, vale a pena parar e assistir:

Uma pena que episódios assim sejam tão raros. É inquietante essa cultura do consumo desenfreado, mais pessoas deveriam estar gritando pra chamar atenção pra esse fato. Respeito eterno por Jum Nakao desde junho de 2004.