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Ilustração

Juan Francisco Casas só precisa de uma BIC

O espanhol Juan Francisco Casas elevou o nível da arte com poucos recursos a um outro patamar. Sim… Ele faz desenhos impressionantemente realistas usando apenas uma… CANETA BIC. Sim. Ele se formou na Belas Artes de Granada, na Espanha e já morou na Alemanha, na França e no Reino Unido e já expôs sua arte em dezenas de países do mundo todo… Com uma vasta experiência acadêmica como aluno e professor, Casas tem um currículo extenso de exposições colaborativas e solo, palestras, workshops, publicações e etc.

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Essas duas obras foram feitas utilizando óleo sobre tela e estavam na última edição da SP-Arte

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Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

Juan Francisco Casas clicado por Ed Sanca

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Gente… Uma caneta BIC. É quase inacreditável!

Decoração

As mesas que parecem rios de Greg Klassen

Greg Klassen é um designer de móveis baseado na cidade de Lynden, nos Estados Unidos. Seu trabalho é feito artesanalmente e todas as peças são desenhadas por ele. Greg reforça que não existe uma empresa por trás dos seus móveis, existe apenas Greg. A linha mais famosa dele é de uma delicadeza ímpar! A série “River” é encantadora. Com vidro e madeira, ele deu forma à mesas que parecem rios no meio da sala.

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A madeira utilizada é de restos de construção ou de árvores caídas que já estão apodrecendo. Ele faz um trabalho de retalhos com pedaços aleatórios de madeira , transformando mesas em margens de rios. O vidro representando a água é cuidadosamente cortado à mão.

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Olhei o preço no site dele e é BEM salgado, mas quem compra, não compra uma mesa, compra uma obra de arte.

O que acharam?

Costura/Bordado

Os bordados de Danielle Clough

Nascida e criada em Cape Town, na África do Sul, Danielle Clough é conhecida como Dee, já que odeia o nome “Dani”. Formada em direção de arte e design gráfico, Dee direcionou sua carreira para as artes visuais e design digital. Ela, além de designer, é fotógrafa, DJ e ainda borda. Bom, o bordado que aparece por último nas qualificações é o que eu mais AMO no meio de tantos talentos e preciso dividir essa lindeza com vocês!

Dee e o retrato feito para a exposição Welcome to my Garden em 2015

Dee e o retrato feito para a exposição “Welcome to my Garden” em 2015

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“What a racket”: série INCRÍVEL de bordados em raquetes.

Pingentes bordados.

Pingentes bordados.

"Dom": bordado feito a partir do retrato que ela mesma tirou.

“Dom”: bordado feito a partir do retrato que ela mesma tirou.

Aparentemente Dee também ama caveiras, podemos ser amigas.

Aparentemente Dee também ama caveiras, podemos ser amigas.

Duas vezes Steve Zissou, personagem icônico de Wes Anderson.

Duas vezes Steve Zissou, personagem icônico de Wes Anderson.

Apaixonante, né?

Pintura

Tudo vira arte com Chad Wys

Chad Wys, 32 anos. Americano de Illinois, sempre viu mais graça em livros de pintura dos séculos 19 e 20 do que em qualquer brinquedo adequado pra idade dele. Os ídolos de infância eram os pintores impressionistas e os museus, os principais playgrounds. A fascinação quase ingênua pela arte e sua história seguiu durante os anos seguintes em sua adolescência e isso tudo colaborou pra que ele, na fase adulta, soubesse o que queria fazer da vida. Frequentou a universidade estadual de Illinois e se formou no curso de Cultura Visual, onde se aprofundou na história da arte, filosofia e teoria visual.

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Durante a faculdade, desenvolveu o interesse em arte contemporânea, coisa que ele era meio resistente nos anos anteriores. A partir daí, sentiu sua própria criatividade tomar vida. Ele tinha uma inclinação ao design gráfico desde que, aos 7 ou 8 anos, teve acesso a um computador pela primeira vez e começou a desenhar… Hoje ele se diverte ao manifestar seus conceitos filosóficos sobre objetos, imagens e, claro, arte.

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Ele faz suas artes em objetos, tecidos, papeis, fotografias, obras de arte… Tudo pode ganhar uma nova cara nas mãos de Chad Wys. Agora diz, dá ou não dá vontade de sair pincelando a casa toda? haha

Pintura

As facetas de Biel Carpenter

Biel Carpenter é mais um paulista que admiro como artista. Mora em Curitiba e é formado em gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Pesquisar sobre a formação de artistas que gosto é muito interessante, descubro formações superiores nada usuais e vejo como quem tem talento para uma arte, dificilmente se limita, hoje até tatuador ele é… Biel é extremamente sensível, suas telas têm um ar de tristeza absolutamente lindo e frequentemente retratam mulheres. Na minha leitura, o resultado é quase sempre um momento de introspecção. Biel conta que a arte é presente na sua vida desde criança. Ele gostava do processo de criar, depois de prontas, queimava suas obras…que desperdício!

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Antes de se encontrar e se formar em gravura, Biel largou duas faculdades de design gráfico e chegou a trabalhar em uma corretora de seguros, hoje trabalha exclusivamente para suas diversas manifestações de arte. No final dos anos 90, fazia muito pôster para bandas lado B, sempre acreditou que a música só se faz completa com uma arte visual associada, como o que Andy Warhol experimentou com Velvet Underground. Se Biel fosse Andy, Velvet Underground seria Marcelo Camelo.

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Pôster turnê “Toque Dela”

Pôster turnê "Banda do Mar", banda de Marcelo Camelo

Pôster turnê “Banda do Mar”, banda de Marcelo Camelo

A gravura é uma técnica do século XV extremamente artesanal. Biel utilizou nas imagens abaixo a técnica ponta-seca de gravura, as diferenças de tons são obtidas no controle da pressão da ponta na placa de metal. É um processo fascinante que me encanto muito fácil porque me identifico, é um trabalho relativamente próximo ao da ourivesaria que uso pra produzir algumas das minhas peças de jóias.

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Carpenter ilustrou o livro “Uma princesa nada boba” do autor Luiz Antônio em 2011 e ano passado lançou o “Felicidade Inóspita” que reune 20 obras dele entre gravuras, bordados, aquarelas e tem textos de Marcelo Camelo, que depois das capas que Biel assinou, tornou-se um amigo.  A música não fica só em capas e pôsteres, ele ainda é o responsável pelo contrabaixo, acordeom e xilofone na banda Eletroveracruz. Não é impressionante que pessoas com arte na alma nunca ficam limitadas a uma só manifestação?

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Livro Felicidade Inóspita

Uma princesa nada boba

Uma princesa nada boba

Banda Eletroveracruz

Banda Eletroveracruz

Tem mais? Tem! Recentemente Biel Carpenter começou a tatuar alguns de seus desenhos, com uma pegada meio “old school” e sempre em preto. E olhando seu perfil no Instagram, é fácil de constatar que a fotografia é mais um de seus talentos naturais.

Suas tatuagens no papel e na pele.

Suas tatuagens no papel e na pele.

O nascimento de duas de suas muitas telas.

O nascimento de duas de suas muitas telas.

As imagens falam por si só sobre artista orgânico e cheio de verdade. Ele já participou de muitas exposições coletivas, até em NY. Gosto de arte assim, arte que faz a gente sentir coisas! Tem mais dele no site e no Instagram que marquei ali em cima.

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Fotografia, M. B.

Eu, ele e a fotografia

A flecha do nosso cupido foi certeira como um click perfeito no único milésimo de segundo em que uma cena imperdível acontecia.  Fomos atingidos numa época em que eu estava morando na Europa e, por influência inconsciente do meu pai que na minha memória sempre aparece com uma câmera embaixo do braço registrando tudo, eu estava com a minha máquina fotográfica congelando meus frames preferidos do norte do mundo. Nessa altura eu já estava munida com uma câmera profissional, mas lembro de ainda na infância ter máquinas analógicas que foram aos poucos evoluindo para digitais mais simples e, conforme fui alcançando minha independência financeira, fui também evoluindo meu equipamento e agregando lentes e acessórios, fotografar é uma diversão e uma terapia pra mim.

Bom, eu  não só registrava a Europa, mas também compartilhava no Facebook, era uma maneira de mostrar à minha família e aos meus amigos o que de mais belo cruzava meu caminho. Um dia, o Ju que já era meu amigo no Facebook desde 2009 porque tínhamos muitos amigos em comum, me chamou pra perguntar se as fotos eram minhas mesmo, no fundo ele pensava que eu roubava as fotos da internet! Eram minhas, são minhas. Eu já tinha visto que ele postava algumas fotos incríveis também, gostava das imagens que ele compartilhava, mas guardei isso pra mim. Depois do primeiro passo dele através do cupido fotográfico, a conversa foi evoluindo pra outras artes e descobrimos muitas intersecções musicais também. Bom, em pouco tempo nos rendemos e hoje ele é meu marido.

Em nossas viagens, a fotografia sempre foi o terceiro elemento. Ele com a câmera dele, eu com a minha. Sempre trocamos muitas figurinhas, ele me ensina uns truques, eu opino sobre ângulos e assim a gente vai evoluindo junto. É um momento de cumplicidade quando e a gente brinca de fotografar os mesmos elementos de formas diferentes, a gente sempre brinca que gostamos de dar ângulos para as nossas viagens. Por muitas vezes ele me fotografou e esse material serviu, inclusive, de atualização do meu portfólio como modelo.

Arquivo pessoal.

Arquivo pessoal.

Há um tempo fizemos uma viagem para Los Angeles e, acompanhados de dois amigos brasileiros que também estavam lá e mais tarde tornariam-se nossos padrinhos de casamento, fizemos uma viagem de carro para Utah e assisti a inspiração do Ju atingir o Nirvana, fotografamos como se não houvesse amanhã em muitas das imagens que hoje estão presentes na Exposição Faces, vieram desta viagem que tenho muito orgulho e me sinto privilegiada em ter visto muitas serem tiradas. Foi uma viagem inesquecível, ficamos hospedados dentro do canyon, fizemos muitas trilhas e caminhadas, madrugamos para assistir o nascer do Sol e vivemos dias incríveis nos sentindo pequenos em meio a uma natureza tão gigantesca.

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Até me emociona ter uma pessoa tão artisticamente desenvolvida ao meu lado, são tantas as facetas que eu não canso de me surpreender, sou fã de todas elas, ele me inspira todos os dias e me faz transbordar orgulho! No que depender de mim, o mundo inteiro vai ouvir falar o nome dele, espero ter sempre a oportunidade de incentivá-lo e de assistir a evolução desse artista de alma que, com certeza, não teve o caminho cruzado com o meu em vão. Muito amor! Aproveito pra convidar vocês para visitar a primeira exposição dele que está incrível, fico muito feliz que ele tenha tomado a decisão de dividir esse talento com as pessoas. E pra enriquecer ainda mais a exposição, algumas imagens contam com intervenções do também super talentoso artista plástico André Gonzaga Dalata.

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Tela da Exposição Faces. Eu no centro, foto do Ju e intervenção do Dalata.

Tela da Exposição Faces. Eu no centro, foto do Ju e intervenção do Dalata.

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Costura/Bordado

O bordado de Ana Teresa Barboza

Nascida em 1980, em Lima no Peru, Ana Teresa Barboza estudou pintura na Pontifícia Universidade Católica do Peru e faz um trabalho impressionante com técnicas de costura e bordado. Ela começou fazendo interferências em fotografias e autorretratos, focando no corpo humano. Depois, na sua primeira exposição “Modos de Vestir”, passou a explorar mais o externo e, como o próprio nome sugere, as diversas formas de vestimentas. Sua segunda exposição foi intitulada “Animais Selvagens”, onde ela usou a técnica super delicada do bordado para retratar animais não tão delicados assim.

O sangue, as relações atípicas, os órgãos expostos ganham uma improvável leveza através do trabalho minucioso de Barboza que mescla de forma impressionantemente harmônica seus bordados com fotos, colagens, pinturas e desenhos.

Ana e o corpo humano:

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Barboza ainda tem outras exposições como “Volver a Mirar”, “Tejiendo El Instante”,  “Suspension”, “Casa imaginaria” e outras… Para conhecer mais sobre esta artista, clique aqui. 

Gostou? Curte a minha página pra não perder nenhum post! 🙂

Pintura

Mark Ryden e o pop-surrealismo

Mark Ryden é um pintor estadunidense super renomado dentro do movimento pop-surrealista. O trabalho do Ryden consegue ser delicado e quase macabro ao mesmo tempo. Formado pela Art Center College of Design em Pasadena em 1987, nem sempre foi artista autoral. Seu início foi como artista comercial, tem no portfólio inúmeras capas feitas para CDs renomados.

Hoje, aos 52 anos, Ryden é referência pop-surrealista no mundo artístico e obcecado por carne. Em um artigo publicado em 2001, ele diz achar que o fato de as pessoas perguntarem tanto o porquê de ele pintar tanto a carne é justamente o que faz ele ter mais e mais vontade de pintar carne. Segundo ele, que é um carnívoro assumido e julga o consumo de carne um instinto primitivo, a carne é um dos elementos que mais gosta de pintar por conta da variedade de texturas e da facilidade que tem em transformar a representação da carne em algo abstrato. Tudo bem que a carne é algo natural, mas é um pouco chocante e perturbador o modo com que é pintada. Em 1998 ele expôs a série que intitulou “The Meat Show”, sua primeira exposição.

Alguém mais acredita que o vestido da Lady Gaga no VMA de 2010 foi inspirado nessa pintura?

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Em 2003, a exposição “Blood” reafirmou o estilo de Mark Ryden, um artista orgânico, visceral e pouco preocupado com o forte impacto dos elementos de suas pinturas.  Ainda assim, mesmo com o excesso de sangue, seu trabalho conseguiu manter a base delicada – o que torna cada série mais e mais fascinante.

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Arquivo pessoal Monica Benini

Arquivo pessoal Monica Benini

Em 2007, uma série menos chocante virou uma exposição também intitulada “The Snow Yak Show”, as pinturas perderam cor e ganharam um ar de serenidade pouco comum no trabalho do artista até então.

Desejamos vida longa ao trabalho desse artista incrível que se reinventa a cada mostra sem deixar sua identidade de lado. Impossível ver uma obra de Mark Ryden e não identificar de cara.