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Fotografia

O fotojornalismo de Henri Cartier-Bresson

Henri Cartier-Bresson é considerado um dos pais da fotografia jornalística. Francês, nasceu em 1908 e morreu em 2004, aos 95  (dia 02 de agosto o mundo completou 11 anos sem ele). Ainda criança ganhou uma câmera Box Brownie, com ela produziu milhares de fotos e registrar momentos virou uma obsessão. Estudou artes em Paris e dedicou sua vida à captação de imagens ao redor do mundo, mas também pintava. Fotografou os últimos dias de Gandhi e foi o primeiro fotógrafo europeu a entrar pacificamente e a trabalhar livremente na União Soviética.

Henri-Cartier Bresson

Henri-Cartier Bresson

Na segunda guerra mundial, foi recrutado para servir o exército francês, foi capturado e só conseguiu escapar na terceira tentativa. Depois da paz novamente estabelecida, em 1947, Bresson e Robert Capa (outro grande fotógrafo, suas fotografias de guerra valem a pesquisa), fundaram a Magnum Photos que é uma das maiores e mais respeitadas agências de fotografia do mundo até hoje.

USA. NYC. 1947. US writer Carson McCULLERS and US editor George DAVIS.

New York, EUA, 1947.

FRANCE. Paris. Avenue du Maine. 1932.

Paris, França, 1932.

SPAIN. Madrid. 1933.

Madrid, Espanha, 1933.

Nápoles 1960

Nápoles, Itália, 1960.

Munich 1962

Munich, Alemanha, 1962.

As fotografias de Bresson são em preto e branco e sua grande paixão era a marca Leica, muitos contavam que o fotógrafo andava pelas ruas quase saltitando procurando ângulos com três modelos de câmera da marca penduradas no pescoço. Muitos retratos de personalidades icônicas foram feitos ele, em seu arsenal tem Simone De Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Gandhi, Albert Camus, Marilyn Monroe.

Albert Camus

Albert Camus

Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi

Pioneiro em fotografia de rua, influenciou gerações de fotógrafos que aprenderam com seus registros apaixonados. Paciente, defendia que tudo na vida tem um momento decisivo e era dessa forma que encarava a fotografia, esperava o quanto fosse para o clique perfeito. Segundo ele, não há movimento que não tenha um momento de perfeita harmonia, era por esses momentos que Bresson vivia. “Fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração”, outra frase dele que dizia que uma câmera é um livro em branco, fotografar é desenhar.

leicas

Esse é, sem dúvidas, uma das minhas grandes inspirações fotográficas, gosto de como as formas, luzes e sombras parecem perfeitamente compostas. Fotografar em estúdio com poder total de luz e cenário não me toca como artista, arte é fazer de cenas cotidianas, um perfeito momento congelado que fala mais que mil palavras.