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Pintura

Tudo vira arte com Chad Wys

Chad Wys, 32 anos. Americano de Illinois, sempre viu mais graça em livros de pintura dos séculos 19 e 20 do que em qualquer brinquedo adequado pra idade dele. Os ídolos de infância eram os pintores impressionistas e os museus, os principais playgrounds. A fascinação quase ingênua pela arte e sua história seguiu durante os anos seguintes em sua adolescência e isso tudo colaborou pra que ele, na fase adulta, soubesse o que queria fazer da vida. Frequentou a universidade estadual de Illinois e se formou no curso de Cultura Visual, onde se aprofundou na história da arte, filosofia e teoria visual.

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Durante a faculdade, desenvolveu o interesse em arte contemporânea, coisa que ele era meio resistente nos anos anteriores. A partir daí, sentiu sua própria criatividade tomar vida. Ele tinha uma inclinação ao design gráfico desde que, aos 7 ou 8 anos, teve acesso a um computador pela primeira vez e começou a desenhar… Hoje ele se diverte ao manifestar seus conceitos filosóficos sobre objetos, imagens e, claro, arte.

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Ele faz suas artes em objetos, tecidos, papeis, fotografias, obras de arte… Tudo pode ganhar uma nova cara nas mãos de Chad Wys. Agora diz, dá ou não dá vontade de sair pincelando a casa toda? haha

Pintura

Meghan Howland, arte que faz sentir!

Meghan Howland é uma pintora americana de 30 anos. Megan pinta desde os 6 anos, mas de mero hobby infantil, a arte tornou-se essencial para expressar o que não consegue com palavras, com obras cheias de sentimento, expõe pro mundo o que sente de forma extremamente sensível e encantadora. Claramente orgânica, Meghan traduz seus sentimentos em pinturas com tinta a óleo que transbordam pássaros, penas, flores e passam uma sensação macia como seda. 04

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Não dá pra saber direito como interpretar as emoções das pinturas… Pode ser um sufocamento ou um acolhimento. Pode ser paz ou desespero, a dificuldade de saber ao certo a emoção só aumentam a graça do trabalho de Meghan que é tão maravilhoso que está sendo difícil não escolher 50 imagens pra ilustrar o post.

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Ela, que busca inspiração em amigos, familiares, fotografias e estuda sobre os seres humanos e os relacionamentos com outros organismos, assina uma obra linda e visivelmente densa, embasada. Apaixonada pelo que faz, estuda os elementos de suas pinturas e o resultado é esse: arte que faz sentir!

Mais do seu trabalho aqui.

Gostaram?

Pintura

A solidão das telas de Edward Hopper

Edward Hopper foi um pintor realista, nascido em 1882, faleceu aos 84 anos na mesma cidade em que nasceu: Nova Iorque. Hopper estudou pintura, ilustração e design gráfico e ficou amplamente conhecido pelas suas pinturas que retratavam a solidão. Estudou muito sobre teorias da psicologia e sua obra tem como embasamento algumas linhas de estudo de Freud e a relação entre os homens e seus problemas. Extremamente melancólico, é impossível observar sua obra e não sentir que a época, para o artista, era difícil e havia pouca esperança.

Compartment C Car de 1938

Compartment C Car de 1938

Automat de 1927

Automat de 1927

Morning Sun de 1952

Morning Sun de 1952

Hotel Window de 1955

Hotel Window de 1955

Hotel Room de 1931

Hotel Room de 1931

Sunday de 1926

Sunday de 1926

Summer interior de 1909

Summer interior de 1909

Summertime de 1943

Summertime de 1943

Hopper presenciou as duas grandes guerras mundiais e a grande depressão americana de 1929, momentos de tanta tensão e instabilidade foram cruciais para seu processo criativo. Um mundo em crise e em depressão foram eternizados pela arte desse artista que ainda quando pintava mais de uma pessoa em suas telas, deixava a atmosfera de tristeza, de vazio e estagnação muito clara.  A solidão mesmo em companhia era retratada pela ausência de contato visual.

Sunlight in a cafeteria de 1958

Sunlight in a cafeteria de 1958

Summer evening de 1947

Summer evening de 1947

Nighthawks de 1942

Nighthawks de 1942

Hotel Lobby de 1943

Hotel Lobby de 1943

People in the sun de 1963

People in the sun de 1963

Pinturas lindas e cheias de sentimentos vazios, o que acharam?

Já curtiram a fanpage? 😉

Beijo beijo!

Escultura, Pintura

Henrique Oliveira e sua instalações fascinantes!

Henrique Oliveira é um paulista de 42 anos formado em artes plásticas pela USP e mestre em Poéticas Visuais pela mesma instituição. Já participou de 79 exposições em diversas cidades do mundo, sendo 22 delas exclusivas das artes dele, a última exposição dele no Brasil foi a instalação Transarquitetônica ano passado no MAC (Museu de Arte Contemporânea) de São Paulo que durou até janeiro deste ano. As suas obras transitam entre pinturas, esculturas e grandes (grandes mesmo) e complexas instalações. O trabalho de Henrique Oliveira desperta uma curiosidade universal pela grandiosidade de suas obras que parecem ter vida própria, a madeira meticulosamente trabalhada toma formas que nos intimidam, nos deixam pequenos e que parecem capazes de, em qualquer momento, continuarem o curso de suas voltas… É quase um incômodo o que se sente, um incômodo interessantíssimo, fascinante e que dá vontade de sentir de novo e de novo. A textura de suas obras é um atrativo à parte.

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Transarquitetônica no MAC USP em 2014, labirinto arquitetônico feito com madeira, tijolo, taipas, PVC, madeira compensada, galhos de árvores e outros materiais.

As instalações em madeira são as mais impressionantes e o que o artista mais aprecia ver depois de pronto, mas é a pintura que mais tem prazer em fazer e é onde sua relação com a arte começou… Suas pinturas são abstratas na maioria das vezes e feitas sobre tela com tinta acrílica.

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Pintura acrílica em madeira compensada.

Pintura acrílica em madeira compensada.

Além de tapumes velhos, que apesar de serem de madeira origem natural, viram arte nas mãos dele somente depois de terem sido descartados pela sociedade, também tomam novas formas artísticas elementos como móveis abandonados e colchões usados.

Em New Orleans, US: Obra feita com colchões e travesseiros coletados após o furacão Katrina.

Em New Orleans, US: Obra feita com colchões e travesseiros coletados após o furacão Katrina.

Obra "Condensação" de 2012 feita exclusiva com colchões.

Obra “Condensação” de 2012 feita exclusiva com colchões.

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2014, móvel e madeira compensada

As obras em madeira compensada são ecologicamente corretas, a impressão que se dá é que grandes pedaços de madeira maciça são utilizadas, mas Oliveira prepara a estrutura com outros elementos geralmente reciclados como canos de PVC descartados e depois reveste com pedaços de madeira que, geralmente, foram tapumes usados na construção civil, a origem da sua matéria prima é urbana, ainda que natural. A instalação abaixo foi feita com tapumes e ficou exposta em 2011 no Museu Nacional de Arte Africana da Instituição Smithsonian, em Washington DC.

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Obra feita em 2009 no centro de Porto Alegre, com estrutura de PVC e cobertura de tapumes de madeira. A obra fez parte da sétima bienal do Mercosul.

Muito orgulho de ter um talento tão incrível assim no Brasil… Países como Bélgica, Alemanha, Áustria, Estados Unidos, México e França já tiveram a honra de ter seu trabalho exposto. Vida longa a esse artista e suas obras fascinantes!

Dicas, Exposição, Pintura

Exposição Joan Miró

Final de semana chegando, momento certo pra dica cultural, né? Há umas semanas visitei a exposição de Joan Miró no Instituto Tomie Ohtake aqui em São Paulo e super indico! Miró foi um escultor, pintor e ceramista surrealista, nascido em Barcelona, morreu antes mesmo que eu nascesse e coincidentemente, faleceu em Mallorca, acreditam? Essa semana o blog está muito espanhol!

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Considerado um dos maiores artistas do século XX, logo no começo de sua carreira, conheceu André Breton, fundador do movimento surrealista e isso ditou muito do que se veria em suas obras posteriormente, hoje é considerado umas das principais referências deste movimento. Miró teve suas obras expostas nos principais museus do mundo e teve seu trabalho premiado diversas vezes. A exposição conta com mais 100 obras de Miró entre pinturas, esculturas, gravuras, desenhos e objetos. Um privilégio ver peças tão importantes assim de perto.

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Onde? Instituo Tomie Ohtake (Av. Faria Lima, 201 – Pinheiros – São Paulo – SP)

Até quando? 16 de agosto de 2015.

Horário de visitação? De terça a domingo, das 11h às 20h.

Quanto custa a entrada? Na-da. Entrada gratuita.

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Se forem, me contem aqui como foi! E se ainda não tiverem curtido a página no Facebook, corre lá!

Pintura

Mark Ryden e o pop-surrealismo

Mark Ryden é um pintor estadunidense super renomado dentro do movimento pop-surrealista. O trabalho do Ryden consegue ser delicado e quase macabro ao mesmo tempo. Formado pela Art Center College of Design em Pasadena em 1987, nem sempre foi artista autoral. Seu início foi como artista comercial, tem no portfólio inúmeras capas feitas para CDs renomados.

Hoje, aos 52 anos, Ryden é referência pop-surrealista no mundo artístico e obcecado por carne. Em um artigo publicado em 2001, ele diz achar que o fato de as pessoas perguntarem tanto o porquê de ele pintar tanto a carne é justamente o que faz ele ter mais e mais vontade de pintar carne. Segundo ele, que é um carnívoro assumido e julga o consumo de carne um instinto primitivo, a carne é um dos elementos que mais gosta de pintar por conta da variedade de texturas e da facilidade que tem em transformar a representação da carne em algo abstrato. Tudo bem que a carne é algo natural, mas é um pouco chocante e perturbador o modo com que é pintada. Em 1998 ele expôs a série que intitulou “The Meat Show”, sua primeira exposição.

Alguém mais acredita que o vestido da Lady Gaga no VMA de 2010 foi inspirado nessa pintura?

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Em 2003, a exposição “Blood” reafirmou o estilo de Mark Ryden, um artista orgânico, visceral e pouco preocupado com o forte impacto dos elementos de suas pinturas.  Ainda assim, mesmo com o excesso de sangue, seu trabalho conseguiu manter a base delicada – o que torna cada série mais e mais fascinante.

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Arquivo pessoal Monica Benini

Arquivo pessoal Monica Benini

Em 2007, uma série menos chocante virou uma exposição também intitulada “The Snow Yak Show”, as pinturas perderam cor e ganharam um ar de serenidade pouco comum no trabalho do artista até então.

Desejamos vida longa ao trabalho desse artista incrível que se reinventa a cada mostra sem deixar sua identidade de lado. Impossível ver uma obra de Mark Ryden e não identificar de cara.