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Alimentação

I ❤ NUTS!

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Castanha de caju, do Brasil, amêndoa, avelã, barú, noz, pecã, macadâmia, pistache, pinhão, amendoim, semente de gergelim, girassol, abóbora… E não para por aí! Todas essas frutas oleaginosas e sementes decidiram ficar de vez em nossas vidas. Comer uma castanha do pará por dia, já era regra nacional, agora, comer uma colher de sobremesa de pastas de castanhas já virou desejo de todos.

Mas por quê?

As castanhas e sementes são importantes fontes de nutrientes e trazem vários benefícios à saúde, como gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, fibras, proteínas, sais minerais (potássio, cálcio, magnésio), antioxidantes (selênio e vitamina E), vitaminas (ácido fólico, vitamina E, niacina), fitoquímicos (carotenoides, flavonoides, e fitosteróis). Apesar de ter alto valor energético, em virtude da composição de ácidos graxos, as oleaginosas podem influenciar beneficamente no bem estar e equilíbrio do seu corpo.

Imagine que em uma porção você recebe uma dose “anti tudo” (risos). Olha só: os fitoquímicos encontrados nas frutas oleaginosas têm sido associados às propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, anti-proliferativas, antivirais, e assim vai! Isso porque eu nem disse que elas também reduzem o colesterol ruim, riscos de câncer e doenças cardíacas (#omg)!

Nossa mãe terra é tão sábia, não é mesmo?

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Já percebeu que essa noz é muito parecida com um de nossos órgãos? Sim, o cérebro! E, magicamente, ele é muito beneficiado quando a consumimos.

Mas, nem tudo são flores. O consumo das oleaginosas e sementes também deve ser equilibrado e requer alguns cuidados. Assim como outros grãos, o ideal é que sejam colocadas de molho por pelo menos 4 horas antes do consumo, pois assim conseguimos retirar alguns fatores antinutricionais que elas contêm. Não podemos ultrapassar as quantidades recomendadas, de preferência por um nutricionista, porque o excesso também ultrapassa as quantidades de que o nosso corpo precisa. Coma poucas unidades de cada!

Uma dica é usar pastas de castanhas, sem açúcar simples, puras ou com açúcar de coco, cacau ou temperos salgados. Pode-se acrescentar junto às frutas do café da manhã, por cima de panquecas, recheio de tapiocas, cobertura de biscoitos salgados e de arroz, cobertura ou recheio de bolos integrais. Ou, ousar um pouco mais.

Docinhos enérgicos:

@gkstories

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Base para tortinhas doces:

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Bolos:

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Molho branco:

mynewroots.org

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Pra ficar mais fácil, deixo aqui as minhas sugestões de marcas ótimas de pastas prontas que existem no mercado:

Gostaram? Na próxima, que tal uma receita de tortinha crua com castanhas?

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Carol é nutricionista, especialista em Personal Diet, pós graduanda em Nutrição Clínica Funcional, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, associada ao Slow Food e membro do Slow Food Campinas.

Alimentação

Meu alimento é meu remédio

Recentemente perguntei no meu Instagram o que as pessoas gostariam de ver por aqui… Criar o blog me despertou uma vontade de dividir mais com as pessoas. Primeiro, quero agradecer a todo mundo que respondeu, várias ideias surgiram depois de ler as curiosidades de vocês, mas um assunto foi muito comentado e eu amei! Muita gente tem vontade de saber mais sobre a minha alimentação e essa é uma questão que faz parte dos meus dias de forma muito consciente, estou sempre buscando alternativas para me alimentar melhor e acredito muito em uma frase de Hipócrates que diz “que seu alimento seja seu remédio, e que seu remédio seja seu alimento”.

Como muitos já sabem, sou vegetariana há aproximadamente 6 anos, não como carne de nenhum animal e sigo na minha rotina uma dieta vegana. Há também muita dúvida sobre a diferença entre o vegetarianismo e o veganismo. O vegetariano não consome carnes, o vegano não consome nenhum alimento nem produto de origem animal. É claro que no meu mundo ideal, eu seria 100% vegetal, mas ainda não consigo e acredito que tudo é um processo. O vegano tem como base de sua filosofia a questão ética e defende radicalmente que o sacrifício e exploração animal não devem ser aceitos para atender a nenhuma de nossas necessidades, sejam elas estéticas, alimentares ou qualquer outra. Como sabemos, muitas empresas de diversas áreas testam em animais, eu falarei desse assunto mais pra frente, mas também existem muitas marcas que não usam animais em seus testes e busco, sempre que possível, priorizar estas empresas. Mesmo que eu não consiga tomar todas as atitudes veganas, acho válido fazer quando está ao meu alcance. Afinal, só porque não posso fazer tudo, não quer dizer que eu não possa fazer nada.

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Há quem seja julgado por comer peixe e não comer outras carnes, há quem considere essa uma atitude hipócrita. Eu não como peixe, mas acho incrível que a pessoa faça o que pode, isso não deveria ser motivo de reprovação. Há quem não use couro por questões éticas, mas use lã. Há quem coma carne todos os dias, mas seja adepto da segunda sem carne, maravilhoso também! Cada um dá o que pode, faz o que consegue e qualquer atitude sempre vai ser melhor que nenhuma. Aumentar a consciência no processo de consumo e estar atento aos processos já é de grande valia e em qualquer aspecto que uma pessoa contribuir para a redução do sofrimento animal, já será incrível mesmo que em outro ainda não contribua.

Minha relação com a comida diz respeito só a mim, acho válido compartilhar, mas não quero soar como se essa fosse uma verdade absoluta. Minha alimentação é o que funciona pra mim e o que funciona pra você pode perfeitamente não ser nada do que acredito e isso não quer dizer que exista um certo e um errado. Jamais vou tentar convencer alguém de que é preciso não comer animais para ser alguém melhor, afinal, sou casada e apaixonada por um onívoro e isso em nada muda.

Esse é um post introdutório pra dizer que estou muito feliz que tenha gente que queira ler sobre o assunto porque é algo que realmente me fascina e que adoro pesquisar à respeito e me atualizar… Por isso, sempre vou querer compartilhar por aqui e vou adorar responder comentários com possíveis dúvidas de vocês. Também tenho uma surpresa pra vocês! Em breve teremos posts com a nutricionista Carol Viesi, porque apesar de eu falar muito sobre comida, não sou uma profissional, vou falar sobre o que eu faço na minha rotina, mas é a doutora quem vai poder explorar o assunto com mais propriedade e conhecimento. Já fica aqui meu muito obrigada a ela por topar o convite e me ajudar a espalhar informação!